
Correios e Serasa Experian fecham parceria para estimular negócios

Governo anuncia R$ 8,2 bilhões de crédito para pequenas e microempresas
Crédito estará disponível a partir de março; programa também prevê R$ 200 milhões em investimentos para a desburocratização de sistemas informatizados.


O governo federal anunciou nesta quarta-feira (18) a liberação de R$ 8,2 bilhões em financiamentos para pequenas e microempresas para os próximos dois anos a partir de março. O dinheiro estará disponível em empréstimos do Banco do Brasil e do BNDES.
O programa, chamado de "Empreender Mais Simples: Menos Burocracia, Mais Crédito", também prevê o investimento de R$ 200 milhões na melhoria de dez sistemas informatizados para auxiliar na desburocratização e gestão de empresas. Os primeiros módulos modernizados serão lançados em fevereiro, segundo o Sebrae, um dos responsáveis pelo programa.
As medidas são promovidas pelo Sebrae e Banco do Brasil, além do próprio governo federal. Elas visam reduzir a burocracia enfrentada por empreendedores e orientá-los na busca de verbas para expandir o negócio.
Dos R$ 8,2 bilhões disponibilizados, em torno de R$ 7 bilhões sairão do BNDES, numa modalidade em que as pequenas e microempresas poderão ter um prazo de pagamento de até 60 meses, carência de até 12 meses e encargos totais a partir de 1,63% ao mês.
O R$ 1,2 bilhão restante sairá de uma linha de empréstimo do Banco do Brasil, que conta com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Por meio dessa última modalidade de empréstimo, o interessado poderá realizar o financiamento com contratação simplificada, prazo de até 48 meses para o pagamento, isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e taxas de juros a partir de 1,56% ao mês. A carência será de até 12 meses para a quitação da primeira parcela do valor principal.
Em contrapartida, o empreendedor deve garantir os empregos gerados e a renda até um ano após depois da contratação do crédito. Se o negócio contar com mais de dez empregados, o dono terá de contratar um jovem aprendiz em até seis meses após o empréstimo.
Em fevereiro, nove cidades terão agentes especializados do Sebrae para prestar consultorias às empresas que buscarem os empréstimos: Campinas, Ribeirão Preto, Vitória, Manaus, Cuiabá, Sinop, Natal, Mossoró e Curitiba. Depois, a partir de março, a expectativa é que o convênio esteja operando plenamente, com 500 agentes em todo o país.
Modernização de sistemas
Um dos sistemas a serem modernizados, informou o presidente do Sebrae, Afif Domingis, é o e-Social. Os empreendedores poderão usar a ferramentar para atualizar de uma só vez as obrigações trabalhistas e previdenciárias.
Com a mudança, 13 obrigações acessórias serão descartadas e o comerciante poderá incluir o recolhimento das contribuições ao INSS dos empregados e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na guia do Simples Nacional.
Confira todos os sistemas que serão modernizados, segundo o Sebrae:
- Implantação do sistema Redesimples - Documentos fiscais eletrônicos das micro e pequenas empresas - e-Social - Processo de restituição automatizada do Simples Nacional - Pedido eletrônico de isenção de IPI e IOF - Pedido simplificado de restituição e compensação - Repositório nacional de dados do Simples Nacional - Aprimoramento do Portal do Empreendedor e Conta Corrente (fiscal) do MEI - Sistema de pagamento do Simples Nacional por modalidades eletrônicas - Sistema de parcelamento do Simples Nacional
Micro e pequenas empresas no Brasil
De acordo com dados do Sebrae, as pequenas e microempresas somam 11,5 milhões de negócios no país, o que representa 98,5% de todas as empresas brasileiras. Ao todo, elas são responsáveis por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) e por 41% da massa salarial. Ao todo, metade dos pequenos negócios estão na região Sudeste.
Segundo o Sebrae, apesar do crescimento de pequenas e microempresas no país, 83% dos donos desses empreendimentos não procuraram crédito no ano passado. Já 19% dos que procuraram um banco para um empréstimo em algum momento tiveram o pedido negado. Estudo da entidade também indica que a inadimplência aumentou de 3,4% em 2012 para 8% em 2016.
Fonte: G1
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A ferramenta pretende desburocratizar o acesso a informações


BANCOS SE PREPARAM PARA A MIGRAÇÃO DO ROTATIVO DO CARTÃO
A tendência é de que a porta de saída do rotativo seja a oferta automática do "parcelamento da fatura"


GOVERNO ANUNCIA INVESTIMENTO DE R$ 8,2 BI EM MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
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Ex-bancário transforma rescisão em um negócio de R$ 18 milhões
Raniery Queiroz foi demitido do banco em que trabalhava. Então, uniu seu conhecimento no ramo com suas reservas para abrir um negócio próprio.

Raniery Queiroz, da MTCred: ele abriu o negócio com o dinheiro de sua última rescisão de contrato (MTCred/Divulgação)
Demissão, mudança de vida e diferenciais
Queiroz trabalhou durante dez anos no setor bancário, em agências de Cuiabá (Mato Grosso). Porém, em 2008, a filial onde trabalhava fechou – e ele perdeu o emprego de gerente. “Tinha de buscar algo para fazer, e não queria mais voltar para as grandes redes de bancos. Acabei virando empreendedor por essa pressão mesmo”, conta.O ex-bancário pensou nas habilidades que havia adquirido na carreira, e optou abrir um empreendimento na área de crédito consignado – com a qual havia trabalhado por um ano. O investimento inicial de 13 mil reais, vindo da rescisão do seu último emprego.“Usei o dinheiro para montar a estrutura do meu escritório, em julho de 2008. Em seis meses, éramos o principal agente pequeno de crédito consignado do estado”, diz Queiroz.Segundo o empreendedor, sua experiência em grandes bancos foi fundamental para fazer o empreendimento, chamado de MTCred, destacar-se no meio da concorrência. Saiba mais: O Mito do Empreendedor– Patrocinado “No lado das pequenas empresas, havia um mercado amador, formado por gente não profissionalizada e sem estrutura para expandir, por exemplo. Viemos com a proposta de realmente ter uma empresa organizada, com fluxo de caixa, processos e setores bem definidos”, defende Queiroz.Ao mesmo tempo, o negócio tem um custo menor do que os grandes bancos e, assim, pode oferecer taxas mais atrativas – e um melhor atendimento, segundo o empreendedor“A gente consegue oferecer os mesmos serviços dos bancos, só que com mais personalização. Eu atendo o cliente em casa, de forma remota e fora do expediente, por exemplo. No começo tínhamos uma jornada de 14 a 15 horas por dia, para realmente fazer acontecer.”A taxa cobrada pela MTCred para o crédito consignado começa em 1,70% ao mês. Segundo a empresa, a média praticada pelo mercado é de 2,34%.Reestruturação e expansão
Com isso, a MTCred chegou a ter 35 unidades próprias em 15 estados, por meio de parcerias concentradas em alguns sócios regionais. Porém, os planos não foram como esperado e algumas lojas não tinham uma boa operação.“Percebemos que o nosso negócio depende muito do cuidado do dono: é preciso prospectar ativamente os clientes e mostrar segurança, já que lidamos com crédito e dinheiro. Com os sócios, a gestão se perde um pouco: eles têm várias unidades e não podem estar todos os dias em todas”, explica Queiroz.Por isso, em 2011 a empresa adotou um outro modelo de expansão, focado em ter donos mais presentes: o franqueamento. Hoje, a MTCred possui 6 lojas próprias e 24 unidades franqueadas. “A intenção, em longo prazo, é ficar só com a loja-matriz e transformar o resto em franquias.” Saiba mais: Franquias Brasileiras - Estratégia, Empreendedorismo, Inovação e Internacionalização– Patrocinado A reestruturação do negócio, aliada à busca de brasileiros pelo crédito em anos de crise econômica, trouxe frutos ao negócio. No ano passado, a MTCred faturou 18 milhões de reais, e vendeu 156 milhões em crédito.

Unidade da MTCred, escritório de atendimento (MTCred)
Planos para 2017
Falando em crise, o negócio também resolveu aproveitar não só a procura dos consumidores finais, mas também a de potenciais franquados. Por isso, lançará neste ano o modelo de franquias Smart, que operam em “home office” (trabalho de casa). Saiba mais: 10 segredos para um home office incrivelmente produtivo “É um modelo feito para esse momento de crise, visando profissionais que não conseguem recolocação no mercado e não podem investir em um ponto comercial. Não é preciso ter experiência em crédito, pois fonecemos os materiais de treinamento e o suporte ao longo da operação; mas uma qualidade desejável é ser comercial, saber como vender”, diz Queiroz.Com isso, a MTCred espera chegar a 100 franquias até o fim de 2017. Isso geraria um faturamento anual de 36 milhões de reais e cerca de 300 milhões de vendas em crédito.LojaInvestimento inicial: 60 mil reais Prazo de retorno: 8 a 10 mesesSmartInvestimento: 15 mil reais Prazo de retorno: 6 mesesFonte: ExameCrédito para pequenas empresas


13 startups brasileiras que fizeram a diferença em 2016
Especialistas listam para EXAME.com alguns negócios inovadores brasileiros que se destacaram neste ano.

Nubank: as startups ficaram mais populares - ainda que muitos nem saibam o que o termo significa (Nubank/Facebook/Reprodução)
1. Contabilizei


Fabio Bacarin e Vitor Torres, da Contabilizei (Divulgação)
2. Dr. Cuco


Reprodução de telas do aplicativo Dr. Cuco (Reprodução)
3. Me Passa Aí


Tela do site Me Passa Aí (Reprodução)
4. Exact Sales


Smartphone com informações sobre a Exact Sales (Reprodução)
5. GuiaBolso


Thiago Alvarez e Benjamin Gleason, sócios fundadores do GuiaBolso (Divulgação)
6. In Loco Media


André Ferraz, CEO da In Loco Media (Divulgação)
7. Love Mondays


Luciana Caletti, do Love Mondays (Fabiano Accorsi/VOCÊ S/A)
8. Méliuz


Ofli Guimarães e Israel Salmen, fundadores do Méliuz (Divulgação)
9. Movile


Fabricio Bloisi, presidente da Movile (Forbes Brasil/Divulgação)
10. Nubank


Aplicativo do Nubank no celular (Nubank/Divulgação)
11. Resultados Digitais


Escritório da Resultados Digitais (Mar Santos/Divulgação)
12. Sympla


Equipe da startup Sympla (Divulgação)
13. VivaReal


Brian Requarth, criador do VivaReal (Germano Lüders/Revista EXAME)
COMO O PACOTE DE MEDIDAS MICROECONÔMICAS DO GOVERNO PODE AFETAR O SEU NEGÓCIO
O professor do Insper João Luiz Mascolo comentou algumas das mudanças anunciadas por Michel Temer e sua equipe


Banco Sofisa é apenas um dos negócios do império da discrição
A família Burmaian fatura mais de 2 bilhões de reais por ano com outro banco na Flórida, oito redes com mais de 400 lojas e cinco shoppings no país

Loja da World Tennis, em São Paulo: uma das oito redes que a família Burmaian controla (Germano Luders/Revista EXAME)