Logistique 2018 - Tecnologia para logística e transportes

Em Santa Catarina, o setor de tecnologia já representa 5,6% do PIB do estado e coloca os municípios de Florianópolis (4º), Blumenau (5º) e Joinville (7º) entre os primeiros colocados no ranking de faturamento nacional.O setor de logística também não fica de fora deste cenário e cada vez mais, utiliza destes recursos para aumentar a eficiência e reduzir a complexidade dos processos.Estas soluções ganham um espaço especial na edição 2018 da Feira Logistique, a segunda maior do segmento no país.Ela ocorre entre os dias 23 e 25 de outubro, na Expoville, em Joinville.Leonardo Rinaldi, diretor da Logistique, destaca que abrirá espaço para o segmento que a cada momento desponta com atualizações:“Não existe mais sobrevivência sem o uso de tecnologias. O desafio é torná-las aplicáveis em sua totalidade, gerenciáveis e muitas vezes conseguir viabilizá-las. E foi pensando nisto que a Logistique abrirá espaço para o segmento que a cada momento desponta com atualizações, mais facilitadas, simplificadas e que podem beneficiar, e muito, o mercado da logística”.Marcas como M&O SistemasGKO InformáticaGestran Software de TransportesCapo Tecnologia e Serviços de EngenhariaOpentechDotse Desenvolvimento e Comércio de Software e Logcomex são alguns dos nomes que já confirmaram participação no evento.Elas irão apresentar soluções como serviços em nuvem que apoiem a relação embarcador-transportador-destinatário, gerenciamento de frotas, carga e descarga automatizada de caminhões, entre outras soluções.VITRINEEventos como a Logistique são uma vitrine e, usualmente, colocam frente a frente empresas e profissionais que ofertam e procuram por bens e serviços.Pensando na importância de estimular a promoção e difusão da tecnologia, o espaço TI Display será uma área para exposição com investimento reduzido e com estrutura completa para empresas e startups.Rinaldo destaca que para participar deste espaço as empresas/soluções devem atuar exclusivamente nas áreas de logística, intralogística, transporte multimodal de cargas e comércio exterior:“As startups têm apresentado cada vez mais soluções inovadoras para este segmento. Assim, conseguiremos reunir uma maior oferta de soluções aos visitantes, para as mais variadas necessidades tecnológicas em logística”, Confira como a tecnologia auxilia na logística:
  1. Eficiência e processos menos complexos
  2. Segurança e confiabilidade de informações
  3. Redução de custos
  4. Visão sistêmica e integrada dos processos
 Mais informações sobre a Logistique clicando aqui

As pessoas estão no WhatsApp - Seu negócio também deve estar

“SE AS PESSOAS ESTÃO NO WHATSAPP, O SEU NEGÓCIO TAMBÉM DEVE ESTAR”

Maz Sharafi, executivo a frente do WhatsApp Business, comentou sobre as primeiras impressões do aplicativo voltado para o empreendedor

Lançado mundialmente em janeiro deste ano, o WhatsApp Business chegou com uma proposta simples: permitir que as pequenas e médias empresas façam negócios por meio do serviço, gerenciando as mensagens de clientes.Em quatro meses, mais de três milhões de empresas estão utilizando o app ao redor do mundo (o executivo não quis abrir o número de usuários no Brasil). E a experiência, segundo a companhia, apesar de bem-sucedida, ainda é de adaptação.Convidado para vir ao Brasil apresentar as primeiras impressões do aplicativo, disponível somente para Android, Maz Sharafi, head de marketing do WhatsApp e executivo a frente do projeto, falou com exclusividade à PEGN.“Se as pessoas estão no WhatsApp, o negócio também deve estar”, afirma o iraniano, que antes da empresa já havia passado por gigantes como Google e Facebook.Sem abrir os números referentes ao mercado brasileiro, o executivo conta que o país está entre os principais usuários do WhatsApp Business. Uma dificuldade, entretanto, é que muitos empreendedores ainda utilizam o app como o WhatsApp pessoal. “As pessoas ainda estão utilizando pouco as funcionalidades exclusivas do aplicativo”, diz.Não por acaso, é a terceira passagem do iraniano pelo Brasil desde a sua chegada na empresa. Segundo Sharafi, nesta última viagem, o executivo se reuniu com mais de 150 empreendedores.Além disso, procurou instituições como o Sebrae a fim de auxiliar empresários brasileiros na utilização do WhatsApp Business. “Eu acredito que a educação é importante para influenciar as comunidades empreendedoras locais. Estamos muito dedicados nesta missão”, diz.Na opinião do executivo, um dos grandes objetivos com essa campanha é mostrar a importância da formalização. “Ter uma conta comercial passa confiança aos consumidores e abre portas.”Na entrevista, Sharafi também fala sobre outras questões, como a segurança do aplicativo em relação à geração de dados, o papel da informalidade brasileira e algumas dicas para vender mais pelo WhatsApp Business.Abaixo, confira a entrevista completa com o executivo:Por que o WhatsApp escolheu você para liderar esse projeto?Acho que em primeiro lugar pela minha paixão pelo aplicativo. Eu sou de Teerã, no Irã, e minha família está dividida em mais de sete países. Desde que foi lançado, utilizamos o WhatsApp para nos comunicarmos. Uma empresa que há bastante tempo está na minha vida. E a simplicidade do produto me fascinou. Acho que isso foi muito importante para chegar até aqui. Outra coisa é que o nosso aplicativo foi desenvolvido para atender o máximo possível de pessoas. Não importa a conexão ou a qualidade do telefone. Eu, que vim do Irã, me conectei fortemente com essa questão e acho que a empresa também.Usar o WhatsApp para vendas foi uma ideia que partiu dos empreendedores. Como a empresa reagiu a isso?Entendemos como uma reação natural. Afinal de contas, são mais de 1 bilhão de usuários. Entre eles, milhões de empresas. Então eu acho que isso ia acontecer de alguma forma. Então fez sentido a gente acompanhar essa tendência. Percebemos que se as pessoas estavam no WhatsApp, as empresas também deveriam estar. E aí entra esse trabalho de separação, porque realizar o contato da forma como ele era feito, de maneira informal e sem a ajuda de uma ferramenta, não era escalável. A verdade é que esse movimento nos motivou a criar o WhatsApp Business. Queremos trazer eficiência para as pequenas e médias empresas.Mas, no Brasil, vender os produtos pelo WhatsApp talvez tenha dado certo por conta da informalidade. Como manter esse clima?O empreendedor brasileiro de fato tem uma comunicação simples e rápida com os seus clientes. E isso é algo que queremos manter, com certeza. Mas isso não impede de que o aplicativo ofereça um controle mais organizado dessas conversas. Uma conta que ofereça o endereço, horário de funcionamento e que dificilmente deixa um cliente sem resposta não perde a informalidade. Só melhora o atendimento. Isso é algo que tanto os empreendedores quanto os clientes querem. Além disso, controlar a gestão de maneira mais profissional poupa tempo do empreendedor. E quem tem um negócio sabe o valor disso. No fim, acredito que esses fatores possam gerar mais engajamento que uma conversa informal.E como vocês estão lucrando com o aplicativo? Há planos de cobrar pelo serviço no futuro?Hoje, oferecemos um aplicativo para smartphones Android sem nenhum custo. E isso seguirá dessa forma. Quando foi dito, no lançamento do app, sobre a possibilidade de cobrança, falávamos de algo a longo prazo. A realidade é que ainda é cedo demais. Precisamos testar e criar uma base sólida e entender como empresa e cliente estão se comunicando no WhatsApp. O nosso foco é em construir algo sólido. Depois pensamos nos outros passos.Em relação aos dados gerados no aplicativo, as empresas correm algum risco de escândalo parecidos com o do Facebook quando aderem ao WhatsApp Business?Nós levamos privacidade muito a sério desde o início da empresa. O WhatsApp coleta poucos dados sobre seus usuários. Tudo que é conversado entre as pessoas é criptografado, porque somente o mensageiro e o receptor têm acesso. Isso segue verdadeiro. Então seguimos dedicados nessa questão. É um princípio importante para nós.E quais são as suas dicas para uma empresa vender mais pelo WhatsApp Business?Com base nos casos que tivemos, o primeiro passo é deixar de usar a conta pessoal e só operar pela conta certificada do WhatsApp Business. Isso dá autenticidade ao negócio e apresenta informações importantíssimas para os seus clientes, como horário de funcionamento e responsável pelo negócio.Num segundo momento, registrar uma mensagem de boas-vindas. Em muitos casos, vimos que a primeira mensagem é muito importante para iniciar o contato com os consumidores. É como se você estivesse em uma loja e o vendedor o recepcionasse. Nesse primeiro contato, é possível apresentar melhor o negócio.Em terceiro, criar e deixar no app respostas automáticas, com as perguntas mais frequentes feitas pelos consumidores. Isso vai poupar tempo do empresário e vai melhorar o atendimento ao cliente. Nas nossas experiências, vimos como isso pode aumentar as vendas. São exemplos de atitudes simples que podem ajudar o seu negócio a crescer.

O pensamento de Miguel Abuhab

Entrevista: o pensamento de Miguel Abuhab

Miguel Abuhab, empresário e fundador de companhias inovadoras como Datasul e Neogrid e articulador de tecnologias disruptivas, com assento em espaços privilegiados do poder econômico e largo trânsito junto aos meios políticos, concedeu entrevista exclusiva de 70 minutos à coluna, em seu escritório, no dia 11 de maio. A conversa girou em torno de temas variados: desde o empreendedorismo à expansão dos negócios; passando por ambiente econômico e inovação em Joinville e macroeconomia. O seu mais novo projeto é voltado à melhoria da qualidade nas escolas públicas em Joinville, utilizando conceitos da Teoria das Restrições. A seguir, o resumo do pensamento do líder empresarial.EDUCAÇÃOO nosso projeto de educação transformadora se ampara em elementos da Teoria das Restrições, também muito aplicada nas organizações. Os professores aprendem a fazer as crianças a pensar. A ideia parte de quatro peguntas: 1. Como fazer para que todos ganhem? 2. Como você pode mudar o seu mundo? 3. Como você pode agir para seu sonho se realizar? 4. Por que uma pergunta é melhor do que uma resposta? Essa formulação ajuda as pessoas a refletirem, tendo o debate como método. É uma maneira de organizar ideias com causa e efeito. A iniciativa está sendo aplicada em duas escolas municipais de Joinville, estimulada pela Prefeitura, que abraçou o projeto. O modelo prevê treinamento de professores, em horários fora do trabalho regular – já há 30 envolvidos – e também há participação de voluntários replicando os conceitos. O nosso desafio é ter 600 professores engajados, alcançando 17 mil crianças.    JOINVILLEJoinville evoluiu na gestão pública: honesta, séria e está muito bem. Entendo que o prefeito Udo Döhler está pensando em fazer o planejamento estratégico. E Danilo Conti – o secretário de Planejamento Urbano e Desenvolvimento Sustentável – desenvolve bem o seu papel. Joinville está a caminho de ter nova identidade econômica, depois dos ciclos da erva-mate, do ramo têxtil, e mais adiante do metalmecânico. As áreas de tecnologia e serviços crescem mais hoje.    PARQUE TECNOLÓGICOOs investimentos no Ágora Tech Park, no Perini, mostram que os empreendedores confiam na cidade. A ida do campus da UFSC para lá também é muito positiva. O que marcou o crescimento de Joinville foi o estabelecimento das universidades. Elas fixaram os jovens na cidade e muitas novas empresas surgiram. As universidades são importantes para se fazer pesquisa e desenvolvimento científico. Lá trás, a Datasul não teve as facilidades que se tem hoje. Mas valeu a pena. Fomos pioneiros.    INFORMAÇÕES COMPARTILHADASO que vai acontecer nos próximos três anos? A tendência é de que a tecnologia e os conhecimentos estejam, cada vez mais, na nuvem e no Google. De maneira geral, a evolução é tão rápida com a internet das coisas, que os fabricantes de um barco e de um refrigerador saberão quando os equipamentos de ambos estarão ligados, de modo que poderão ajustar os preços de forma dinâmica e se adequar à demanda. As informações serão cada vez mais compartilhadas   NEGÓCIOS DISRUPTIVOSEstive recentemente em Israel. Há três anos, lá havia falta de água potável. Em 2018, Israel exporta água. Esta mudança radical foi possível graças à tecnologia disruptiva da dessalinização da água do mar. Essa tecnologia garante abastecimento à agricultura em regiões de deserto. Água e energia são negócios disruptivos. Tenho motivado lideranças de Joinville a organizar missão a Israel e, nela, incluir equipe da Cia. Águas de Joinville.    EMPREGOSA Neogrid lidera negócios de supply chain networking. Significa: as informações de estoques e ritmo de vendas são compartilhadas para o fornecedor abastecer os clientes de forma rápida e segura. Vamos crescer na Neogrid. Temos 50 vagas de trabalho em aberto no Brasil; 30 delas em Joinville.   ESTOQUES PELA METADEEntão, o que vai acontecer é que os estoques físicos de mercadorias vão se reduzir à metade. Os bancos estão financiando estoques físicos desnecessariamente. O dinheiro poderia ser alocado para novos investimentos. As empresas têm grande parte de suas dívidas alocadas em estoques.    FOCO AMPLIADO A Neogrid faz essa leitura de dados – unindo fornecedores e lojistas de 130 varejos em mais de 25 mil estabelecimentos. Estamos instalando mais de mil pontos por mês em estabelecimentos pequenos do varejo. Queremos atingir 10 mil pontos de venda até o fim do ano. Essa mesma tecnologia é usada em redes de shopping centers – isso é novo.   VANTAGEM DECISIVA O erro mais comum que cometem os empreendedores é ter empolgação sem ter adequada estratégia e planos táticos. A Teoria das Restrições oferece metodologia para identificar, nos projetos, qual é a vantagem competitiva decisiva. Ter vantagem competitiva decisiva acontece quando satisfaz as necessidades do cliente e, simultaneamente, é impossível ser copiada rapidamente pela concorrência. O erro é não ter essa vantagem competitiva decisiva.   ECONOMIA BRASILEIRAPassamos de um momento de reflexão para outro, de inflexão. Todo esse movimento de gente indo para cadeia... isso ajuda a sociedade. O STF está tomando decisões que a população e a economia esperam; está dando o direcionamento que a economia espera. Os fatos da recuperação da Petrobras são indícios de melhora.    SISTEMA TRIBUTÁRIOApresentei proposta de simplificação dos impostos, com criação do imposto de valor agregado. Acredito ser mais fácil controlar a volta do dinheiro do que a ida da mercadoria. A minha proposta prevê que cada CNPJ tenha uma conta de imposto vinculada a um banco e que se faça a compensação como um crédito em conta, à medida que aconteçam as transações até a ponta final.   

Dígitro - O Guardião do Dinheiro Público

Sistema de inteligência criado pela Dígitro auxilia agentes públicos a recuperar R$ 44 bilhões da corrupção só da Lavajato
Só a operação anticorrupção chamada Lava Jato pode ressarcir nada menos do que R$ 44,4 bilhões aos cofres públicos, de acordo com estimativa do Ministério Público Federal. Para puxar o fio do novelo da gigantesca corrupção política brasileira dos últimos anos, uma das ferramentas utilizadas ganhou um nome bem sugestivo: Guardião. Como o próprio nome sugere, esse sistema se tornou uma espécie de guardião do dinheiro público do país, com o objetivo de ajudar especialistas no combate à corrupção. Silencioso e que só pode entrar em ação por agentes públicos com a autorização expressa do Poder Judiciário, o Guardião é um eficiente sistema de monitoramento criado pela empresa catarinense Dígitro, que completou 40 anos de uma trajetória repleta de inovações tecnológicas.Criada em 1977 por três engenheiros elétricos recém formados da Universidade Federal de Santa Catarina (José Fernando Xavier Faraco, Marcos Regueira e Lúcio Prazeres), logo ganhou projeção nacional no mercado de tecnologia, em soluções de inteligência e comunicação.Com todo o know how adquirido nos últimos anos, a empresa aplica seu conhecimento de inteligência ajudando as empresas na geração de receitas ou redução de custos e otimização de processos. Atualmente, possui soluções voltadas à recuperação de ativos, cidades inteligentes, e soluções sob medida para resolver problemas cujas soluções não são fáceis de se encontrar.O atual presidente executivo da Dígitro , Milton Espíndola, lembra que quando surgiu, em 1977, a Dígitro era uma espécie de startup de hoje. “Na verdade, naquela época nem existia essa palavra e não se tinha apoio de ninguém. Era criar, testar, colocar no mercado, tudo por conta própria, na cara e coragem”, afirma.Lançado em 1999, o Guardião não foi o único sucesso da Dígitro. Suas soluções de inteligência e comunicação voltadas a Contact Centers são hoje muito utilizadas por empresas de vários portes e segmentos no mercado. O caminho de sucesso começou em 1983, quando a empresa lançou a primeira plataforma para o serviço de teledespertador. Antes desse ano, quem queria ser despertado pelo sinal telefônico, tinha que agendar com a empresa telefônica um dia antes. Só em São Paulo, nada menos que 400 telefonistas ficavam de plantão a noite inteira para discar para a casa de cada solicitante. Como se fosse um passe de mágica, na verdade com uma fina e sofisticada tecnologia, a Dígitro deixou tudo automatizado.O prédio onde está instalada a Dígitro é um templo também de inovação e sustentabilidade. É um exemplo, não apenas para o Brasil, mas para todo o mundo. Ali, os sete andares foram erguidos dentro do conceito Green Building (construção verde). O projeto arquitetônico, da implantação no terreno à escolha de materiais, foi cuidadosamente planejado, oferecendo conforto térmico e acústico, luminosidade natural e aproveitamento ideal de ventos e insolação.
 
Entre outros diferenciais da construção, vale citar que células fotovoltaicas convertem energia solar em elétrica. O aquecimento da água das torneiras é proveniente de painéis de aquecimento solar. Os vidros das janelas e portas de todo o prédio retém 70% de calor, diminuindo o consumo de energia do sistema de ar condicionado. Em cada ambiente estão instalados sensores que acendem com a chegada de uma pessoa e automaticamente desligam sem a presença humana.Os telhados pintados de branco e todas as paredes foram revestidas com cerâmica de cor clara, que refletem a luz solar, evitando a transferência de calor. Toda a água da chuva é captada e destinada para todos os fins que não seja o uso potável. Na própria empresa, em contêineres especiais, os funcionários podem deixar todos os produtos descartáveis (pilhas, baterias e lâmpadas). Isso também pode ser feito pelos moradores em volta do prédio da empresa.Milton Espíndola enfatiza que a empresa sempre teve sede de inovação. “Se tem uma palavra que nos move desde o início é a inovação. Esse espírito sempre procuramos passar para os profissionais que trabalham na empresa”, sustenta. Não é para menos que a empresa investe a cada ano cerca de R$ 7 milhões em inovação de produtos, serviços e processos.Cada funcionário é estimulado a buscar a inovação “fora da caixa”, explica Espíndola. “Sempre queremos estar na frente. Buscar soluções que ainda não foram encontradas. Esse será nosso espírito para os próximos 40 anos”, enfatiza.

LINHA DO TEMPO

1977 – Fundação da Dígitro, em 1 de setembro de 1977.1983 – Primeira plataforma para o serviço de teledespertador.1996 – Conquista da Certificação ISSO 9001.1997 – Lançamento da Plataforma Digital para comunicação corporativa.1999 – Lançamento do Guardião, sistema de monitoramento para a segurança pública.2003 – Início das exportações no mercado da América Latina.2004 – Lançamento da Plataforma NGC, capaz de atender a múltiplas funções de dados, telefonia e conectividade de uma grande empresa.2005 – Lançamento dos terminais de telefonia IP e Fale WEB.2006 – Primeira empresa brasileira a conquistar a certificação internacional em telecomunicações TL 9000.2007 – Participação no XV Jogos Pan e Parapan-americanos, no Rio de Janeiro, com sistema de inteligência e telefonia para segurança pública.2008 – Lançamento do SmartCell IP, solução do segmento de Redes Convergentes IP.2009 – Inauguração das atuais instalações físicas em Florianópolis, construídas com características de sustentabilidade.2010 – Certificação PPB como empresa que atende às condições de bens de informática e automação desenvolvidas no país, reconhecida pela MCTI.2011 – A Dígitro está pronta para o futuro trazendo uma combinação de soluções junto à sua equipe de colaboradores. A missão continua a ser: prestar serviços de qualidade e superar as expectativas de seus clientes ao redor do mundo.2012 – Inauguração da Unidade do Peru. Prêmio Expressão de Ecologia na categoria “Construção Sustentável”.2013 – Certificação CMM. Certificação EED pelo MD como Empresa Estratégica de Defesa obtendo vantagens competitivas. Prêmio expressão de ecologia na categoria “Conservação de insumos de Produção – Energia”.2016 – Constituiu uma S.a. de capital fechado. ampliação do portfólio de produtos e serviços adequados ao modelo as a service.2018 – Desenvolvimento de soluções para inteligência aplicada nas organizações — recuperação de ativos, smart cities e transcrição de voz para texto — além do investimento contínuo em inovações para planejar os próximos anos da Dígitro..

BANCO CENTRAL DECRETA LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL DO BANCO NEON

FINTECHS: BANCO CENTRAL DECRETA LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL DO BANCO NEON

Fechamento ocorre um dia após a startup receber investimento de R$ 72 milhões

O Banco Neon foi fechado pelo Banco Central (Foto: Divulgação)
Banco Central informou na manhã desta sexta-feira, 4, por meio de nota, a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Neon S.A., que tem sede em Belo Horizonte.A decisão ocorre um dia após afintech receber um investimento de R$ 72 milhões, realizado pelos fundos Monashees e Omidyar Network – entidade criada pelo fundador do eBay, o bilionário Pierre OmidyarDe acordo com o BC, a medida foi tomada em função de "comprometimento da situação econômico-financeira, bem como a existência de graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a atividade da instituição".De pequeno porte, o Banco Neon detém 0,0038% dos ativos do sistema bancário brasileiro e está autorizado a operar como banco comercial.Possui apenas uma agência bancária, na cidade de Belo Horizonte."O Banco Central está adotando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, em observância às suas competências legais de supervisão do sistema financeiro", informou o BC em nota. "Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição."Conforme o BC, "as irregularidades encontradas no Banco Neon não estão relacionadas com a abertura e movimentação de conta digital ou com a emissão de cartões pré-pagos, objeto de acordo operacional com a empresa Neon Pagamentos S.A. para estruturação de plataforma de banco digital integrada com a gestão de contas de pagamento".O BC esclareceu, por meio da assessoria de imprensa, que a Neon Pagamentos não foi submetida ao regime especial de liquidação. Como as operações da Neon Pagamentos eram cursadas pelo Banco Neon, os saldos serão bloqueados até que o liquidante realize os levantamentos para identificar titulares e valores a serem restituídos.De acordo com o BC, o liquidante vai adotar "as providências necessárias para o levantamento dos saldos dos cartões pré-pagos para a devida restituição, bem como dos valores relativos às coberturas do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com a celeridade possível".Os demais credores, conforme o BC, serão informados pelo liquidante a respeito das providências para habilitação de seus créditos.O Banco Neon surgiu em 2016, fruto de uma joint venture entre o banco Pottencial, instituição financeira com sede em Belo Horizonte, e a Controly, startup que oferecia um cartão pré-pago controlado por aplicativo criada pelo empreendedor Pedro Conrade, de 26 anos.A página do banco na internet já exibe a decisão do banco. O Banco Neon ainda não se posicionou sobre o fechamento.

Amazon - 45 milhões de itens para o Brasil

Amazon disponibilizará mais de 45 milhões de itens para entrega no Brasil

 
A Amazon anunciou que ampliará para mais de 45 milhões de produtos disponíveis para entrega no mercado brasileiro. O site americano da empresa poderá ser usado em português e o preço final já incluirá os impostos. Uma das iniciativas da gigante americana será cuidar, ela própria, da liberação aduaneira.O novo recurso dentro de seu aplicativo de compras atenderá clientes internacionais que compram produtos dos EUA, visando o Brasil, a China, a Alemanha e os mercados de língua espanhola.Os clientes que usarem a nova função poderão fazer compras em cinco idiomas – inglês, espanhol, chinês simplificado, alemão e português do Brasil – e poderão pagar compras em 25 moedas.A remessa internacional já é uma opção em muitos pedidos do site da Amazon nos EUA, mas os novos serviços visam facilitar o processo. O recurso, que foi anunciado esta semana mostrará preços, custos de envio e estimativas de impostos de importação, com a Amazon gerenciando serviços de correio e desembaraço aduaneiro.O movimento é uma resposta à também gigante Alibaba, cujo braço de e-commerce, AliExpress, já é o terceiro em vendas e em reconhecimento de marca no mercado brasileiro. O Brasil, porém, é um desafio sério para a empresa chinesa por conta da logística.

UPS ganha mercado na crise

De olho no porta a porta: UPS ganha mercado na crise e aposta nos automóveis para crescer mais

Nadir Moreno diz que UPS aproveitou a crise para ganhar mercado e aposta nos automóveis para acelerar crescimento

A erupção de um vulcão na Islândia, a ocorrência de um furacão em Miami ou o agravamento de tensões militares em qualquer região do mundo não podem escapar do radar de informações que, 24 horas por dia, nos sete dias da semana, a executiva Nadir Moreno precisa dominar. Como presidente no Brasil da UPS, maior empresa de transporte especializado e serviço de logística do planeta, com mais de 400 mil funcionários em 220 países, ela monitora com lupa as exportações e importações da indústria nacional. Mais do que de porto a porto, suas preocupações são de porta a porta.

"É um trabalho em que a informação é fundamental", resume Nadir, que ocupou postos estratégicos nas áreas de recursos humanos e logística da UPS até chegar, em 2007, à presidência da companhia. Nesta condição, vem liderando a UPS na complexa jornada de manter o histórico de crescimento continuado no Brasil, ainda que a crise jogue contra.

"Os dois últimos anos foram de ajustes e enfrentamento diário da crise, por meio da oferta de novos serviços e realização de campanhas junto aos clientes", resume ela. "Este ano, depois de muita lição de casa feita, voltamos a crescer na casa dos dois dígitos, resgatando nosso padrão de crescimento no País", comemora a executiva, que integra o conselho do LIDE Mulher.

Nadir explica que o volume de negócios da UPS no Brasil costuma correr em linha com o andamento do PIB. Esse movimento, porém, não se dá automaticamente, e sim por meio de muito estudo de situação e criação de estratégias. Quando o PIB sobe, fica mais facilitado, mas quando desce, o desafio, naturalmente, é maior. "A pressão aumenta bastante", reconhece Nadir.

No embate com a crise, a UPS enfrentou, nos últimos dois anos, o declínio das exportações dos setores automotivo e de tecnologia, enquanto soube aproveitar o crescimento de negócios no setor de saúde e a expansão das pequenas e médias empresas. "Dedicamos muita energia em cima da ativação desses setores, sempre na crença de que a crise embute muitas oportunidades", conta a executiva. "O resultado foi um ganho de mercado. Agora, com a retomada do setor automotivo, a projeção para nós é de crescimento mais acelerado."

Em outra parte dessa estratégia, a UPS procurou seus clientes para mostrar os benefícios, em termos de redução de custos, que o transporte marítimo leva sobre o aéreo. O tempo maior no transporte foi amplamente compensado pela economia em recursos, estimada em mais de 50%, a depender de caso a caso. Num primeiro momento, as respostas positivas à alternativa atingiram perto de 20% do universo contactado pela companhia. “Tivemos um excelente retorno para esta alterantiva”, sauda Nadir. "Na maré de dificuldades intrínsecas à crise, nossa obrigação é a de oferecer soluções para cada situação. As alternativas que apresentamos têm sido muito bem recebidas por nossos clientes", completa, lembrando que a UPS possui não apenas uma grande frota de entrega, mas também uma companhia aérea dedicada exclusivamente a cargas.

Mantendo a aposta na recuperação econômica, a UPS inaugurou, nos últimos meses, dois grandes centros logísticos de armazenamento no interior dos estados de São Paulo e Goiás. A intenção é dar agilidade à captação de mercadorias tanto na rota da exportação, quanto na da importação. "O interior paulista está recebendo cada vez mais grandes empresas. O que fizemos foi nos manter perto dessa clientela", explica a presidente.

Unidade da UPS em Cajamar (SP), inaugurada em 2014 com mais de 15 mil m2

Além de abrir grandes linhas estratégicas para o negócio, a CEO também precisa atuar para desenvolver, de modo permanente, soluções customizadas para cada cliente. O foco da UPS é o conhecido B2B – Business to Business –, mas hoje seu portfolio também agrega pessoas físicas. Com as pequenas e médias empresas, por outro lado, abriu uma frente de negócios com produtos de menor valor agregado. Hoje, o portfolio da companhia abriga mais de 300 itens. Entre eles, a tecnologia de rastreamento das remessas, com pré-alertas, gerando 100% de visibilidade das cargas, um departamento próprio de desembaraço aduaneiro, para agilizar processos e reduzir o tempo gasto com a burocracia, mais de 3 milhões de m2 de espaço em armazéns e seguro de cargas por meio da UPS Capital.

"Temos um guarda-chuva completo para cada tipo de cliente", compara Nadir. "Nosso trabalho é muito o de ir até o cliente, entender suas necessidades de transporte e oferecer a solução completa, tanto logística quanto jurídica, para suas demandas." Nesse sentido, à medida em que tem contato tanto com quem vende como com quem compra, os representantes da UPS conseguem, até mesmo, indicar mercados e nichos de compras para quem usa seus serviços de transportes. "A troca de informações é constante, sempre no sentido de facilitar e ampliar os negócios. Muitas vezes ajudamos os nossos clientes muito além do que eles imaginavam no início do relacionamento comercial", conta.

Para exercer toda essa agilidade, Nadir começa seu dia de trabalho obtendo informações detalhadas, publicadas na mídia, sobre movimento no setor de logística – e não deixa de estar atenta às iniciativas de seus concorrentes. "A competição é sempre muito saudável", comenta. A partir daí, seu trabalho é muito o de dar suporte para as diferentes áreas da empresa, usando sua experiência a favor da solução dos problemas do dia a dia.

Fonte: InfoMoney


VAREJISTAS INVESTEM PARA ENFRENTAR A AMAZON NO BRASIL

VAREJISTAS INVESTEM EM TECNOLOGIA E LOGÍSTICA PARA ENFRENTAR A AMAZON NO BRASIL

Amazon: empresa tem uma linha de crédito para vendedores (Foto: Reuters)
Depois de reforçar as linhas de produtos nos mostruários virtuais e aumentar o número de parceiros em seus marketplaces (áreas destinadas à oferta de produtos de terceiros), as grandes varejistas do país agora investem pesado em logística e tecnologia para fazer frente à chegada da gigante americana Amazon, que, em outubro, passou a vender eletroeletrônicos no Brasil.O Magazine Luiza, por exemplo, anunciou que vai investir mais de R$ 1,1 bilhão nessas duas áreas, num processo tratado internamente de “transformação digital”.Os recursos são parte da captação com a emissão de ações realizada pela empresa em setembro, na qual levantou R$ 1,5 bilhão.Frederico Trajano, presidente da rede, diz que o e-commerce, que já representa 30% das vendas, é fundamental à estratégia de buscar margens maiores:— Com o avanço das vendas e a recuperação do mercado, temos o poder de diluir consideravelmente as nossas despesas e aumentar os ganhos.No Mercado Livre, que atua basicamente como marketplace, os investimentos em logística também são crescentes. Stelleo Tolda, diretor operacional do Mercado Livre, conta que a empresa acaba de lançar um serviço que inclui armazenamento, embalagem, gestão de entrega e pós-venda de produtos das varejistas que atuam em sua plataforma. O objetivo, diz, é diminuir em um dia o tempo de entrega:— Para São Paulo, conseguiremos entregar os produtos no mesmo dia. E para outras localidades do país, em até 24 horas.Essa nova logística será realizada a partir do centro de distribuição da empresa, localizado em Louveira, no interior paulista. O Mercado Livre abriga cerca de 372 mil lojas virtuais. Se consideradas as pessoas físicas que vendem produtos na plataforma, o total chega a nove milhões.— Lançamos o serviço há dois meses e já gerenciamos 5% das vendas na plataforma. A logística será oferecida principalmente para produtos de alto giro — diz Tolda.A Via Varejo, braço do Grupo Pão de Açúcar que reúne as redes Ponto Frio e Casas Bahia, informou, no seu balanço no final de outubro, que continuará investindo para, até o final de 2018, tornar-se um one-stop-shop (balcão único) dos seus parceiros.Na B2W, os investimentos na plataforma digital têm crescido nos últimos cinco anos, assim como o número de parceiros e fornecedores. De janeiro a setembro, informa a empresa no seu balanço do terceiro trimestre, os investimentos se concentraram no crescimento do marketplace, o que resultou em um aumento na base de “empresas parceiras” hospedadas em sua plataforma: de seis mil sellers, em junho de 2017, para mais de 7.800 em setembro.Em termos de vendas, esse crescimento respondeu por 36% dos volumes comercializados no terceiro trimestre deste ano, movimentando R$ 1,14 bilhão. E deve passar a responder por mais de 50% em 2018.De acordo com o consultor de varejo e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Juedir Teixeira, o fato de o segmento de marketplace ter crescido muito no país nos últimos anos tornou o mercado brasileiro atraente às gigantes mundiais, como a Amazon. E, para as empresas locais competirem, é fundamental que reforcem suas bases tecnológica e de logística.— É o que confere o sucesso para o negócio no Brasil. O marketplace se estrutura em dois pilares: tecnologia e logística eficientes. Com a entrada de um competidor do tamanho da Amazon, a tendência é as empresas se estruturarem ainda mais. Nos mercados em que a Amazon se instala, em pouco tempo abocanha parte das vendas em marketplace — diz Teixeira.Para exemplificar a dimensão do poder da Amazon no e-commerce, Teixeira cita alguns números. Em 2016, a Amazon faturou US$ 110 bilhões e ficou em 10º lugar no ranking dos maiores varejistas do mundo. A primeira colocada, a também americana Walmart, faturou US$ 550 bilhões. Só que o valor de mercado da Amazon na Bolsa de Valores é quase duas vezes o da Walmart — US$ 370 bilhões contra US$ 200 bilhões.O diretor executivo da consultoria Ebit, André Dias, observa que o mercado brasileiro ainda é muito fragmentado, bem diferente de outros países em que a Amazon atua:— Isso pode retardar um pouco o seu crescimento no país.Fonte: Exame

Serasa contabiliza 179,5 mil inadimplentes em Joinville

Dados do levantamento do Serasa Consumidor, que realiza nesta segunda e terça-feira, na Praça da Bandeira, ações de educação financeira e serviços gratuitos.

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No local, o cidadão poderá fazer consulta de CPF e conhecer sua pontuação de créditoFoto: Divulgação / Freepick
Em Joinville há 179.500 consumidores inadimplentes, de um total de 415 mil moradores com mais de 18 anos. Isso representa 43%. Ou para uma população estimada pelo IBGE de 577 mil habitantes, os negativados são praticamente um terço do total de moradores no município. A informação é do Serasa Consumidor, braço da Serasa Experian voltado ao cidadão, em parceria com a securitizadora Ativos S.A. Para atender a este público, a empresa adaptou um caminhão de 15 metros de comprimento por 2,60 de largura, para possibilitar o acesso a seus serviços gratuitos. Em Joinville, este serviço será feito nesta segunda e terça-feiras, dias 23 e 24, na Praça da Bandeira, no Centro da cidade.Serviços oferecidos No local, o cidadão poderá fazer consulta de CPF, conhecer sua pontuação de crédito, com o SerasaScore, abrir o cadastro positivo, fazer alerta de documentos extraviados e receber orientações para regularização de pendências financeiras e renegociação de dívidas atrasadas. Todos esses serviços também estão disponíveis gratuitamente no site www.serasaconsumidor.com.br. Há 60 milhões de pessoas inadimplentes no país. Para saber se a dívida poderá ser negociada, o consumidor pode  consultar no site do SerasaConsumidor e no site da Ativos, ou pelo telefone 0800-644-3030.Educação financeira Este trabalho da Serasa se espalha por 39 municípios brasileiros de todas as regiões ao longo de um ano. O objetivo é  possibilitar o acesso a seus serviços gratuitos, com foco em educação financeira. Mostrar como as pessoas podem fazer para terem vida pessoal e familiar financeira mais equilibrada e saudável, torna-se essencial, num momento em que a sociedade tem apelos múltiplos para realizar compras sem controle. A atuação da equipe da Serasa percorre mais de 18 mil quilômetros para levar informações que contribuam para o desempenho da vida econômica das pessoas.O joinvilense médio A Serasa revela que, em Joinville, o score médio da população é de 512 pontos.Isso significa que é médio o risco dos residentes em Joinville de não pagarem as contas. Então, o modelo estatístico adotado informa que para cada cem joinvilenses, 33 poderão não pagar suas dívidas no prazo de até 12 meses.Metodologia A segmentação de dados é baseada em técnicas analíticas e estatísticas. O Mosaic Brasil classifica a população brasileira em 11 grupos e 40 segmentos, considerando aspectos financeiros, geográficos, demográficos, de consumo, comportamento e estilo de vida. O estudo, feito em todo o País, abrange estes grupos de análise:  elites brasileiras; experientes urbanos de vida confortável; juventude trabalhadora urbana; jovens da periferia; adultos urbanos estabelecidos; os que estão envelhecendo no século 21; os donos de negócios; a massa trabalhadora urbana; os moradores de áreas empobrecidas no Sul e no Sudeste; os habitantes de áreas precárias, e os moradores de áreas rurais.Quem mais deve Os jovens da periferia predominam entre os inadimplentes de Joinville. A explicação conceitual se ampara no fato deles terem mais limitações no acesso à educação e à infraestrutura dos bairros onde moram, tornando mais difícil a rotina desses jovens. Porém, eles viram a vida melhorar, e acreditam em um futuro melhor. Querem comprar. Este público representa quase 40% dos que não honram seus compromissos.Outros grupos  Na análise da Serasa, outro grupo significativo de inadimplentes em Joinville é o dos adultos urbanos estabelecidos. Eles têm boa escolaridade e, com esforço, conquistaram uma vida profissional e financeira estável, ainda que sem luxos. São consumidores mais cautelosos. E, o terceiro grupo local expressivo – ainda mais cauteloso – é o formado  pelos donos de negócios. Para este pessoal, o sonho de ser o próprio patrão se tornou realidade. São pequenos e médios empreendedores que investiram suas economias e começaram a ver o resultado.Idade não pesa Outra análise se baseia na estratificação etária. Neste caso, por idade, há grande equilíbrio. Nenhuma faixa se destaca majoritariamente como inadimplente. Surpresa há, sim, só para o fato de só um de cada dez consumidores mais jovens – de 19 a 23 anos estar entre os que não pagam suas dívidas.  Uma explicação para isso é que este grupo está menos inserido no mercado de trabalho; portanto, tem menos renda para consumir e, por isso, participa menos do mercado.  Até recentemente, este grupo era o que mais preocupava os comerciantes na hora de conceder crédito. A onda de desemprego, nos últimos anos, mudou essa situação.Inadimplentes por idade de 19 e 23 anos 10% de 24 e 29 anos 17% de 30 a 35 anos 16% de 36 e 41 anos 14% de 42 e 47 anos 12% de 48 e 53 anos 10% outras idades somadas 21%Fonte: Serasa

Conta.mobi lança conta-corrente digital

Serviço permite saques e aportes de crédito via agências dos Correios através de um cartão pré-pago da bandeira Visa

fintech Conta.Mobi acaba de firmar uma parceria com os Correiospara permitir que pequenos empresários ou pessoas físicas que trabalhem como autônomos saquem e aportem dinheiro sem precisar de conta bancária. A conta corrente é 100% digital e os saques e aportes de crédito serão via agências dos Correios através de um cartão pré-pago da bandeira Visa.É a primeira parceria do tipo que os Correios fazem para incluir os microempreendedores no sistema financeiro nacional. Para abrir uma conta no pague.MOBI, como o serviço foi chamado, é exigido apenas o CPF, justamente para se diferenciar dos bancos, que exigem uma extensa lista de documentos e, na maioria dos vezes, a abertura de uma conta de Microempreendedor Individual (MEI). Não é cobrada mensalidade, mas uma taxa fixa de 3 reais por transação.O serviço foi oficialmente lançado nesta quarta-feira (4), primeiramente no estado de Minas Gerais. Em seguida, o serviço passará a ser oferecido em São Paulo e Rio de Janeiro. “Até janeiro queremos já estar em todo o Brasil. Com os Correios como parceiros, podemos cobrir 100% do território nacional e mudar a vida de muitos empreendedores que hoje não conseguem, muitas vezes, nem ter conta em banco”, diz Ricardo Capucio, presidente da conta.MOBI.A Conta.Mobi negocia a parceria há um ano com os Correios. Com dois anos no mercado, a fintech já tem mais de 30 mil microempreendedores usando o serviço para receber e fazer pagamentos de clientes, emitir boletos e gerar o financeiro do negócio. O valor transacionado até hoje é de aproximadamente 100 milhões de reais e a empresa cresce 30% por mês, em média. “Nossa meta é chegar a um milhão de clientes nos próximos dois anos. O mercado de microempreendedores é bem maior do que isso, cerca de 35 milhões no Brasil, por isso acreditamos que temos muito espaço para crescer”, diz Capucio.Fonte: Exame

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