A Amazon, maior e-commerce do mundo, está com 104 vagas abertas em seu escritório brasileiro, em São Paulo. Entre as posições, há oportunidades para profissionais de TI, engenharia e vendas para diversos níveis de experiência.Para estágio, há cerca de 50 posições. Já cargos de analistas têm 6 oportunidades abertas na empresa, que tem potencial de ser uma das primeiras a atingir valuation de US$ 1 trilhão no mundo, de acordo com analistas.Para consultar todas as posições abertas na Amazon, basta acessar a página de oportunidades da companhia e filtrar pela região de interesse. O escritório fica na Vila Olímpia, zona oeste da cidade de São Paulo.Confira, abaixo, um vídeo publicado pela própria empresa sobre o escritório brasileiro em setembro de 2016: https://youtu.be/zBw3Ppku8goFonte: InfoMoney
Criada há mais de nove anos, a bitcoin atrai a atenção de investidores e já é aceita como meio de pagamento em países como o Japão
Bitcoin: moeda é totalmente virtual (Tomohiro Ohsumi/Bloomberg)
A bitcoin é uma moeda, assim como o real ou o dólar, mas bem diferente dos exemplos citados. O primeiro motivo é que não é possível mexer no bolso da calça e encontrar uma delas esquecida. Ela não existe fisicamente, é totalmente virtual.O outro motivo é que sua emissão não é controlada por um Banco Central. Ela é produzida de forma descentralizada por milhares de computadores, mantidos por pessoas que “emprestam” a capacidade de suas máquinas para criar bitcoins e registrar todas as transações feitas.
No processo de nascimento de uma bitcoin, chamado de “mineração”, os computadores conectados à rede competem entre si na resolução de problemas matemáticos. Quem ganha, recebe um bloco da moeda.
O nível de dificuldade dos desafios é ajustado pela rede, para que a moeda cresça dentro de uma faixa limitada, que é de até 21 milhões de unidades até o ano de 2140. Esse limite foi estabelecido pelo criador da moeda, um desenvolvedor misterioso chamado Satoshi Nakamoto. De tempos em tempos, o valor da recompensa dos “mineiros” também é reduzido.Quando a moeda foi criada, em 2008, qualquer pessoa com o software poderia “minerar”, desde que estivesse disposta a deixar o computador ligado por dias e noites. Com o aumento do número de interessados, a tarefa de fabricar bitcoins ficou apenas com quem tinha super máquinas. A disputa aumentou tanto que surgiram até computadores com hardware dedicado à tarefa, como o Avalon ASIC.Além da mineração, é possível possuir bitcoins comprando unidades em casas de câmbio específicas ou aceitando a criptmoeda ao vender coisas. As moedas virtuais são guardadas em uma espécie de carteira, criada quando o usuário se cadastra no software.Depois do cadastro, a pessoa recebe um código com letras e números, chamado de “endereço”, utilizado nas transações. Quando ela quiser comprar um jogo, por exemplo, deve fornecer ao vendedor o tal endereço. As identidades do comprador e do vendedor são mantidas no anonimato, mas a transação fica registrada no sistema de forma pública. A compra não pode ser desfeita.Com bitcoins, é possível contratar serviços ou adquirir coisas no mundo todo. O número de empresas que a aceitam ainda é pequeno, mas vários países, como a Rússia se movimentam no sentido de “regular” a moeda. Em abril deste ano, o Japão começou a aceitar bitcoins como meio legal de pagamento. O esperado é que até 300 mil estabelecimentos no Japão aceitem, até o final do ano, este tipo de dinheiro.O valor da bitcoin segue as regras de mercado, ou seja, quanto maior a demanda, maior a cotação. Historicamente, a moeda virtual apresenta alta volatilidade. Em 2014, sofreu uma forte desvalorização, mas retomou sua popularidade nos anos seguintes.Nos primeiros cinco meses de 2017, o interesse pela bitcoin explodiu. No dia 1° de janeiro, a moeda era negociada a pouco mais de mil dólares. No final de maio, já valia mais de 2,4 mil dólares.Os entusiastas da moeda dizem que o movimento de alta deve continuar com o interesse de novos adeptos e a maior aceitação. Críticos afirmam que a moeda vive uma bolha — semelhante à Bolha das Tulipas, do século XVII — que estaria prestes a estourar.
EMPREENDEDOR CRIA “BUSCAPÉ” DE INVESTIMENTOS PARA AJUDAR QUEM DESEJA APLICAR SEU DINHEIRO
Bernardo Pascowitch colocou quase R$ 100 mil para criar o Yubb, plataforma que faz o serviço de buscador de investimentos
Quando alguém decide investir seu dinheiro, é sempre a dúvida de onde colocá-lo. Se a pessoa não entender muito bem de finanças, pior ainda: a dúvida se torna um problema. Foi pensando em ajudar essas pessoas que Bernardo Pascowitch, 28 anos, criou o Yubb, uma plataforma no estilo do “Buscapé” que apresenta ao usuário as melhores opções de investimento.Formado em Direito, Pascowitch sempre se interessou por economia e finanças. Trabalhou durante anos no escritório de advocacia Pinheiro Neto e lá fundou uma área que assessora startups, prática que ainda não era muito comum na época. No entanto, sempre quis passar para o outro lado da mesa e se tornar empreendedor.No final de 2014, pediu demissão e começou a desenvolver um projeto para seu negócio. Nos seus anos de experiência, percebeu que as pessoas perdiam muito dinheiro por não saber onde investir e pensou em desenvolver uma solução. Pascowitch entrevistou mais de 100 pessoas durante dois meses e descobriu quais problemas precisava resolver.No início, a Yubb não tinha o mesmo formato que tem hoje. Em outubro de 2015 foi lançada a primeira versão da plataforma que tratava-se de uma “carteira online” que auxiliava as pessoas a lidar com seu dinheiro. “Nosso modelo era pago e, em alguns meses, percebemos que nunca íamos crescer. Decidimos, então, virar um ‘Buscapé’ de investimentos”, explica o empreendedor. Com o auxílio de seus sócios Thommy Mozaki e Caio Sym, transformaram todo o modelo de negócios e lançaram o novo Yubb em outubro de 2016.O uso da plataforma é muito simples. Ao entrar no site do Yubb (ou instalar no celular), o usuário poderá selecionar quanto ele quer investir, por quanto tempo e com qual tipo de retorno. A partir de uma base de dados, o sistema consegue listar quais são as melhores opções para o usuário. O download do app ou o acesso ao site é aberto e gratuito, sem necessidade de realizar log-in ou cadastro.A empresa não ganha dinheiro por comissão já que isso seria um conflito de interesse com o benefício do usuário. “Nós faturamos igual o Buscapé ou o Google. Quando o cliente se interessa por determinada proposta e clica no link, ganhamos a taxa de direcionamento para o site do banco ou fundo. Essa taxa varia de R$ 1 a R$ 6”, diz o empreendedor.Para aparecer na Yubb, não é necessário pagar nada. Os bancos e fundos ali listados são selecionados de acordo com o banco de dados existente na própria internet. “É interessante porque grandes empresas estão fazendo parcerias com a gente para divulgar suas propostas de investimentos em nossa plataforma”, conta Pascowitch.O empreendedor afirma que a fintech já está faturando, mas não revela o valor pelo fato de estarem na busca por mais investidores. “Até hoje, já investi quase R$ 100 mil e pretendo ter o retorno até o final deste ano. Agora, a gente está captando R$ 1 milhão em uma rodada de investimento para acelerar nosso crescimento”, afirma.Fonte: PEGN
APPLE LANÇA CAIXA DE SOM INTELIGENTE PARA COMPETIR COM AMAZON E GOOGLE
HomePod será controlado pela assistente Siri. Novo iOS é lançado
Depois de Amazon e Google, a Apple resolveu entrar no mercado de alto-falantes inteligentes. A empresa lançou nesta segunda-feira, durante conferência anual para desenvolvedores, o HomePod, feito sob medida para competir com o Amazon Echo e o Google Home. A caixinha terá características parecidas com as encontradas nos dois concorrentes: comando por voz, reprodução de música em streaming e funções para controlar casas inteligentes.A ideia central é levar a assistente virtual Siri, já presente em iPhones e iPads, para a sala de estar. Por meio dos comandos de voz, o usuário poderá pedir uma música, perguntar sobre as notícias do dia ou mandar mensagens de texto. Nas casas conectadas, será possível até ligar e desligar luzes ou controlar a temperatura ambiente, apenas falando.Esse é o primeiro grande lançamento da Apple desde o Apple Watch, em 2015. O dispositivo — o primeiro chega ao mercado em dezembro, inicialmente nos EUA, Reino Unido e Austrália, custando US$ 349. Ainda não há previsão sobre datas no Brasil.A empresa também aproveitou o evento para anunciar uma atualização do iPad Pro, com tela maior, de 10,5 polegadas. Apesar das vendas em declínio, o diretor-executivo da Apple, Tim Cook, garantiu que o lançamento estava levando o tablet “mais longe do que nunca antes”. Segundo a empresa, o tamanho — 20% maior que o atual iPad Pro, de 9,7 polegadas — é fará com que o teclado virtual seja semelhante a um teclado físico.Em outra frente, a companhia também lançou o novo iMac Pro, o desktop da marca. O modelo terá processador de 18 núcleos e um novo chip gráfico, chamado Radeon Vega. O modelo substitui o antigo Mac Pro, que foi criticado por usuários e especialistas. Trata-se de um aparelho voltado para profissionais, com preços a partir de US$ 5 mil.
Em uma edição excepcionalmente dominada por lançamentos de dispositivos, a conferência também contou com o que costuma ser seu destaque principal: a atualização do iOS, sistema operacional que dá vida aos aparelhos da Apple. O novo iOS 11 dá pistas sobre os truques que serão vistos no novo iPhone, previsto para ser anunciado no segundo semestre.
O sistema traz melhorias no software da câmera, atualizações da Siri (já de olho no HomePod) e novos recursos do Apple Maps, como mapas internos — recurso já presente no rival Google Maps. Outra novidade é a função que ativa o modo “não perturbe” assim que o motorista começa a dirigir, uma forma de evitar distrações no trânsito.Fonte: Exame
Conheça técnicas que te ajudarão a ter ideias, estruturar o negócio e superar a concorrência
A administração de empresas tem uma série de técnicas consagradas, criadas por teóricos e consultorias. Essas ferramentas ajudam empreendedores em várias etapas de um negócio, da criação de ideias à gestão.Mesmo que você não tenha frequentado a faculdade de administração, pode testar algumas ferramentas na sua empresa. Conheça as técnicas úteis para empreendedores e faça o download grátis.1. Análise SWOT
Usada por empreendedores que desejam entender os pontos fortes e fracos de um negócio, esta é uma das mais consagradas ferramentas da administração. “SWOT” é um acrônimo das palavras strength (forças), weakness (fraqueza), opportunities (oportunidades) e threats (ameaças).Os dois primeiros itens são relacionados aos aspectos internos das empresas, enquanto os últimos dizem respeito a fatores externos.Em uma Análise SWOT, divide-se uma folha em quatro espaços. Em cada um deles, o empreendedor deve elencar seus pontos fortes, fraquezas, oportunidades e ameaças. Ao listar tudo, fica mais fácil entender a situação atual do negócio e o que pode ser feito para melhorá-lo. Baixe aqui um modelo da Análise Swot.2. As 5 Forças de Porter
As 5 Forças são um método concebido pelo americano Michael Porter, um dos gurus da administração de empresas, para entender melhor os concorrentes de uma empresa.A ferramenta se baseia na resposta de cinco perguntas:
“Quem são e como é a rivalidade com seus concorrentes?”
“Que produtos podem substituir o que você fabrica no curto prazo?”
“Qual é o seu poder de barganha com fornecedores?”
“Qual o poder de barganha dos clientes?”
“Como evitar ou atrapalhar a entrada de novos concorrentes?”A partir das respostas, o empreendedor terá informações para estabelecer políticas de preços mais ou menos agressivas, acelerar ou não o ritmo de criação de novos produtos e negociar com fornecedores. Baixe aqui um modelo das 5 Forças de Porter.3. Business Model Canvas
Indicada para organizações de todos os portes, a ferramenta Business Model Canvas (BMC) é usada principalmente por empresas nascentes, na fase mais básica do planejamento do negócio. Sua função é permitir que empreendedores definam o modelo de negócios da empresa de uma forma simples e visual.Há vários modelos diferentes de BMC. Todos eles, no entanto, têm espaço para fatores essenciais para o sucesso de um negócio, como uma definição do produto, modelos de monetização e definição do público-alvo. Liste todos os pontos que puder lembrar. Com todos eles na sua frente, é mais fácil planejar os próximos passos do negócio. Acesse aqui um modelo de Canvas.4. Matriz BCG
Este método é usado por empreendedores que querem definir quais de seus produtos são os que geram mais caixa com menos esforço. A ferramenta tem esse nome porque foi criada pela consultoria americana Boston Consulting Group (BCG).De acordo com a Matriz, há quatro grupos principais de produtos: os “vacas-leiteiras”, que têm boas margens de lucro e não exigem muito esforço para serem vendidos; os “estrela”, que geram muito lucro, mas, em contrapartida, exigem um bom investimento financeiro e de mão de obra para darem o retorno esperado; os produtos “ponto de interrogação”, que não têm boas margens e exigem altos investimentos em marketing; e os “abacaxis”, que só dão trabalho.Ao elencar todos os seus itens de acordo com as quatro categorias, o empreendedor deve pensar em estratégias para faturar mais. Baixe aqui um modelo pronto da Matriz BCG.5. Funil de Ideias
O Funil de Ideias é uma boa ferramenta para quem quer empreender, mas não sabe como ter uma ideia inovadora.O método propõe duas abordagens. A primeira é a observação do mercado. Pense se vale a pena criar uma ideia totalmente nova ou copiar algo que já existe, se há tendências que podem ser seguidas e quais soluções poderiam melhorar a vida das pessoas.Depois de responder a essas perguntas, parta para a segunda abordagem, que é a sua história de vida: sua origem, família, nível de formação e experiência profissional. Este segundo passo vai adequar as ideias que você teve às suas preferências, eliminando boa parte das opções. Aqui você encontra um modelo do Funil de Ideias.Fonte: PEGN
Evento com transmissão online contará histórias bem-sucedidas de empreendedores
A décima edição do Day1 será realizada hoje (5) e vai trazer convidados de peso para ministrar pequenas palestras, de 20 minutos cada
A décima edição do Day1 vai trazer convidados de peso que vão inspirar mais de 51 mil empreendedores de todo o país. Promovido pela Endeavor e pelo Sebrae, o evento será realizado na próxima segunda-feira (5), em São Paulo, e terá transmissão on-line. Em formato de pequenas palestras, de 20 minutos cada, o Day1 mostra como se deu a virada daqueles que hoje são considerados exemplos de sonho grande.
“É um momento em que o empreendedor pode se identificar com esses grandes empresários, que já passaram por dificuldades e desafios, erros e acertos, e conseguiram ser bem-sucedidos por meio do trabalho duro, de muita resiliência e persistência”, ressalta a diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes. Os convidados são líderes de grandes organizações e com suas histórias e experiências podem ser inspiração para a juventude empreendedora que participa deste Day1, acrescentou a diretora do Sebrae.Primeiro palestrante do Day1, o pianista e maestro de renome internacional João Carlos Martins precisou se reinventar depois de um acidente e uma grave doença. Após superar enormes desafios físicos, hoje é o idealizador da Bachiana Filarmônica Sesi-São Paulo, a maior orquestra da iniciativa privada do Brasil.Para contar a história por trás da Natura, uma das maiores e mais conhecidas empresas brasileiras, é preciso voltar no tempo, quando o negócio nasceu, em uma antiga borracharia na Oscar Freire, em São Paulo. O sucesso combinou a paixão pelo conhecimento e o compromisso com as relações humanas do empreendedor Luiz Seabra, que também vai dividir sua trajetória bem-sucedida durante o evento.Outra profissional aguardada no evento é a chef Paola Carosella, empreendedora e executiva que vai narrar sua virada profissional aos 40 anos de idade. Ela teve que tomar uma decisão que mudaria sua vida na época em que era dona de um negócio quase falido, com dívidas se acumulando e uma filha pequena para criar.Esses são alguns dos convidados previstos no Day1 2017, que ainda contará com a presença de Pedro Lima (Grupo 3 Corações), José Renato Hopft (GetNet / 4all) e os Empreendedores Endeavor Caio Bonatto (Tecverde) e Carlos e Noeli Bazanella (Doce D’ocê). Só no ano passado, o evento contabilizou mais de 40 mil internautas nas transmissões virtuais. Ao longo de seis anos e dez edições, mais de 5 milhões de pessoas conheceram as 45 histórias de empreendedores como Jorge Paulo Lemann, Luciano Huck, Gustavo Kuerten e Nizan Guanaes. Todas as histórias estão disponíveis no site: https://endeavor.org.br/videos/day1/.
ON-LINE
O Day1 2017 é uma correalização da Endeavor e o Sebrae e conta com parceiros como: Santander (master), Dell & Intel (gold) e o apoio da Três Corações, da Wine, da agência F.biz, Ministério da Cultura, Fundação OSESP, Governo de São Paulo e apoio de mídia da PEGN. O evento será transmitido ao vivo na página do Facebook do Sebrae (https://www.facebook.com/sebrae), no canal do Youtube da Endeavor (https://www.youtube.com/user/endeavorbrasil) e no Portal Endeavor (https://endeavor.org.br/).
SERVIÇO:
Evento: DAY1Data: 5 de Junho | Segunda-feiraLocal: Sala São Paulo – Praça Julio Prestes, 16Horário: 18h30 às 22hValor: GratuitoMais informações: http://day1.endeavor.org.br/
Pesquisa mostra uma mudança na forma como as empresas interagem com os consumidores na economia digital
O mais novo estudo realizado pela Capgemini em parceria com o MIT Initiative on the Digital Economy (IDE) identifica uma nova abordagem na gestão da experiência com o consumidor, definida pelo conceito de Intercâmbio Colaborativo (da sigla CX ou Collaborative Exchanges , em inglês).
Com base em quase dois anos de pesquisas, realizadas com as principais organizações focadas em consumidores (B2C) e a partir de uma análise quantitativa com esse público, o relatório mostra uma mudança na forma como as empresas interagem com os consumidores na economia digital, na qual a gestão da experiência com o consumidor não está nem nas mãos das companhias e nem nas do cliente final, mas é negociada em intercâmbios colaborativos.O novo relatório, ‘From UX to CX: Rethinking the Digital User Experience as a Collaborative Exchange’, (em português, ‘De UX a CX: Repensando a experiência do usuário digital como um intercâmbio colaborativo’), é parte de um trabalho conjunto de seis anos entre a Capgemini e o MIT para ajudar as organizações a obterem sucesso em sua transformação digital e fornecer melhores práticas.Esta nova forma de colaboração com os consumidores tem duas dimensões principais: a participação ativa do consumidor na cadeia de valor de uma organização e a extração de mais informações em cada ponto de contato para personalização de produtos e serviços.• Mercado de Participação: se concentra na forma como as empresas geram valor compartilhando atividades internas, ao mesmo tempo em que satisfazem uma necessidade do consumidor. Companhias que começaram a colaborar com os clientes finais descobriram que eles querem se engajar, falar sobre suas experiências e apreciam quando são consultados.• Mercado de Informação: foca na forma como as marcas entregam por meio de informações colhidas direta ou indiretamente. Desta forma, se os dados são utilizados para beneficiar o consumidor ou para oferecer uma experiência personalizada, eles estarão dispostos a fornecer seus dados pessoais.Atualmente, os consumidores podem se envolver em diversos níveis ao longo da cadeia de valor de uma empresa de pesquisa e desenvolvimento de produtos, por meio da criação de conteúdo e dos serviços de logística. Ao mesmo tempo em que as organizações tornam-se capazes de reunir informações em cada ponto de contato com o consumidor para levantar ideias e informações. A combinação de decisões estratégicas em torno do nível de participação e do fluxo de informações resulta em uma troca colaborativa bem sucedida.“Todo debate em torno do desenvolvimento de algoritmos que sejam capazes de melhor compreender e prever as preferências do consumidor parecem sugerir que o futuro da experiência do cliente final se encontra na ciência dos dados em si. Porém, o envolvimento do consumidor deve ser entendido pela experiência vivida por ele e também está sujeito aos estudos da ciência comportamental. As organizações devem estar atentas ao elemento humano quando se trata de experiência do usuário para trabalhar lado a lado com os consumidores e assim criar intercâmbios colaborativos”, defende Renée Gosline, professor assistente e principal pesquisador do MIT Sloan School of Management.Quatro arquéticos de intercâmbios colaborativos com consumidores surgem na intersecção de duas dimensões que ajudarão as empresas.• Âncoras: coletam informações sobre seus usuários, abrindo sua cadeia de valor para a participação compartilhada;
• Colegas: trabalham lado a lado com seus consumidores para que a participação compartilhada e as informações do usuário sejam alavancadas de modo a melhorar a experiência do cliente final;
• Consultores: aproveitam informações sobre seus consumidores, mas mantêm o controle sobre qualquer participação;
• Diretores: coletam informações e prestam serviços baseados na participação controlada dos consumidores.Para criar uma troca bem sucedida, tanto as empresas quanto os consumidores devem estar dispostos a abrir mão de parte do controle para permitir uma participação positiva e o compartilhamento de informações. Entender o fluxo bidirecional de engajamento e como os consumidores se beneficiam da permuta é essencial para cultivar uma troca colaborativa. O engajamento dos consumidores deve ser entendido não apenas em termos de quantidade ou valor extraído pela empresa, mas pela experiência vivida pelo consumidor. Obter o equilíbrio certo é fundamental para criar uma relação de ganha-ganha nessa troca.Intercâmbios colaborativos em um mundo digital exigem que as empresas não dependam apenas da ciência de dados, mas que desenvolvam um arsenal paralelo de ciência comportamental. A análise granular precisa ser equilibrada com foco na empatia. Desenvolver uma compreensão abrangente dos comportamentos, valores e sentimentos humanos permanecerá, na economia digital, tão importante como sempre foi.“Os profissionais de marketing sabem que o sucesso de suas ações está na análise, nos algoritmos e na inteligência artificial. É claro que isso é muito importante. Mas o que vemos claramente a partir desta pesquisa é que, na economia digital, o elemento humano se mantém mais importante do que nunca. Uma vez que as marcas forem capazes de encontrar o equilíbrio entre a análise de dados e a ciência comportamental, conseguirão conduzir relações com ganhos mútuos no intercâmbio com seus consumidores”, explica Didier Bonnet, vice-presidente executivo da Capgemini Consulting.Fonte: Empreendedor
Com essa técnica, não é a empresa que vai atrás do cliente, mas o contrário. Entenda melhor o conceito e o coloque em prática
Foi-se o tempo em que fazer marketing na internet consistia em fazer anúncios e postar banners em sites. Hoje, há estratégias mais sutis, eficazes e até mesmo úteis para os clientes. Uma delas é o inbound marketing, ou marketing de atração. De acordo com este método, são os clientes que vão atrás das empresas e não o contrário, como acontece no marketing tradicional.De acordo com André Siqueira, fundador e diretor de marketing da Resultados Digitais, a produção de conteúdo é intimamente relacionada a esse marketing de atração. “Uma das mudanças trazidas pela internet é que as empresas, hoje, podem ser canais de mídia. O próprio negócio pode criar um conteúdo atrativo, que apareça de forma relevante no Google e possa atrair mais clientes”, afirma.
Em entrevista a Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Siqueira dá dicas para quem deseja implementar essa estratégia no seu negócio:
O que é
Inbound marketing é um conjunto de estratégias para atrair, de forma voluntária, pessoas para o site de uma empresa, gerando clientes em potencial – ou leads, no linguajar do setor. O conceito é popular desde 2009, quando foi lançado o livro “Inbound Marketing: seja encontrado usando o Google”, de Brian Halligan e Dharmesh Shah.Esse marketing de atração é intimamente relacionado à produção de conteúdo: uma empresa produz materiais que se tornam relevantes no Google e atraem clientes em potencial.Saiba como (e quem) produzirá o conteúdo
O primeiro passo para fazer inbound marketing é decidir como a produção de conteúdo será feita. De acordo com Siqueira, há três caminhos principais para colocar essa estratégia em prática.A primeira é ter uma equipe para criar estratégias de marketing de atração. Outra alternativa é colocar todas as pessoas da empresa para escrever ou gravar. “Cada colaborador pode escrever um texto periodicamente. Um vendedor, por exemplo, passa o dia conversando com os clientes. Ele tem conhecimento prático para escrever algo de valor”, diz Siqueira. A última estratégia é terceirizar as ações para agências.Capriche no SEO
Além de produzir conteúdo atraente, é importante fazer com que o maior número possível de pessoas acesse o seu trabalho. Um dos caminhos para se conseguir esse resultado é colocando seu conteúdo no topo dos resultados do Google.O Google posiciona melhor os links que tenham um bom SEO (ou otimização dos motores de busca). Os conteúdos com melhor SEO são aqueles que têm as palavras mais atraentes para seu cliente no título e no começo do texto, muitos hiperlinks e negritos. Na hora de escrever seu texto, não deixe de levar essa otimização em conta.Que conteúdo é melhor?
Há um tipo de conteúdo ideal para fazer inbound marketing? Sim e não. De acordo com Siqueira, cada empresa tem um público diferente, com preferências também diversas. Por isso, experimente. Se possível, escreva, grave e faça infográficos. No entanto, o fundador da Resultados Digitais afirma que é sempre bom ter um texto relevante. “Assim, a empresa consegue aparecer no topo dos resultados do Google”, afirma.
Use as mídias sociais
Além do Google, use as mídias sociais para que seu inbound marketing chegue a mais gente. “É praticamente impossível não incluir as redes em uma estratégia de promoção de um produto ou serviço. Vale lembrar que cada uma delas têm características e público diferentes. Trace estratégicas que tenham a ver com as plataformas e experimente, sem medo.”Tenha a venda como foco
Siqueira não afirma que conseguir fechar vendas seja o objetivo principal do inbound marketing. No entanto, diz que esse é o objetivo de sua empresa. “Para nós, é importante que o cliente chegue até nós. Depois disso, tentamos vender nossos produtos”, diz ele.O fundador da Resultados Digitais afirma que uma das estratégias mais usadas pela empresa é liberar apenas uma parte do conteúdo que produz – para acessar o material completo, o cliente em potencial precisa fazer um cadastro. “Com isso, conseguimos o e-mail dele e já podemos começar a vender o nosso produto”, afirma Siqueira.Ter indicadores de desempenho é algo importante para saber se a campanha de inbound marketing está funcionando – e gerando vendas. “Vale a pena levar em consideração se o número de acessos ao seu site e se i seu mailing aumentou e se as pessoas estão fazendo cadastros para acessar o conteúdo. Se os números estiverem bons, sua estratégia está certa. Se não, é melhor repensar”, diz Siqueira.Fonte: PEGN
Ele começou a empreender com 2 computadores e já fatura R$ 100 mi
Daniel Bichiatto abriu sua primeira escola com a ajuda do pai e de um amigo. Hoje, possui uma holding de franquias com centenas de unidades
Daniel Bichiatto em escola da On Byte: negócio já fatura 15 milhões de reais no ano (On Byte/Divulgação)
Não é preciso juntar muito dinheiro para começar o seu próprio negócio. O empreendedor Daniel Bichiatto sabe bem disso: no ano de 1996, pediu para ajuda para seu pai e seu amigo, João Henrique de Barros, para abrir sua própria escola de informática. Eles se uniram, compraram dois computadores e Bichiatto virou dono de um negócio.Esse foi o começo de uma longa trajetória empreendedora: Bichiatto é hoje dono não apenas da franquia de informática On Byte, que faturou 15 milhões de reais no ano passado, mas de franqueadoras de lavagem automotiva, produtos de limpeza e sorveterias. Sua holding, chamada de Grupo Oportunidade, já fatura 100 milhões de reais.
Começo de negócio
No ano de 1995, Bichiatto estava cursando a faculdade de Engenharia. O curso incluía matérias de informática, e foi aí que o estudante percebeu como se identificava com a área.“Terminando o primeiro ano, vi que a Engenharia não era mesmo aquilo que eu queria. No ano seguinte, passei a cursar Ciências da Computação”, conta.Foi o mesmo ano em que decidiu montar sua própria escola de informática no município de Nova América, em São Paulo, que tinha apenas 1,2 mil habitantes na época. Porém, não tinha dinheiro suficiente. Seu pai e seu amigo, João Henrique de Barros, ajudaram a comprar os dois primeiros computadores da escola.Bichiatto montava cursos, dava aulas, fornecia assistências técnicas e depois passou também a vender computadores no local. A escola ajudava a pagar parte da sua faculdade de Ciências da Computação, enquanto seu pai completava o valor.“Eu me formei em 2000 e almejava um futuro maior. Tinha me identificado com o ramo da informática, mas minha cidade era muito pequena para eu crescer”, conta.“Por isso, o João [Henrique de Barros] me convidou para ser sócio de uma escola que ele tinha em Taquaritinga, um município que já tinha 50 mil habitantes. Havia um horizonte maior de possibilidades.”Bichiatto se mudou para a cidade em 2001 e se tornou sócio do amigo. A escola, chamada Pro Data, foi crescendo com os anos. Quanto tinha cerca de 600 alunos, surgiu a oportunidade de comprar um concorrente com metodologia diferente da que Bichiatto e Barros praticavam.Da compra, nasceu a escola de informática On Byte. “Essa outra escola usava uma metodologia em que o próprio computador ensinava o aluno, enquanto nós fazíamos o esquema tradicional de formação de turmas. A partir daquilo, criei uma nova metodologia para nossa escola”, diz Bichiatto. “Em 2003, lançamos um curso de informática em uma plataforma interativa, e vimos que houve uma boa aceitação.”Além de continuarem a desenvolver novos cursos interativos, a On Byte passou em 2004 a também comercializar a metodologia para outras escolas de informática.
Dificuldades e expansão para franquias
Porém, a situação começou a complicar: os gastos de desenvolvimento e implantação dos novos cursos eram maiores do que os lucros obtidos com as vendas. Havia um problema de capital de giro, portanto.“Começamos e pegar empréstimos e financiamentos para contratar mais pessoas que desenvolvessem nossos produtos, porque eu precisava focar na gestão da escola e nas vendas”, conta Bichiatto. Ao todo, a On Byte estava com 100 mil reais de dívida acumulada.“Em 2006, a gente precisou tomar uma decisão: ou parávamos o negócio e dávamos um jeito de ir pagando os empréstimo, ou tínhamos de mudar nossa forma de operar. O lucro não era suficiente para pagar as contas, então eu e o João fizemos um acordo para não fazer mais retiradas da empresa.”A tia de Bichiatto emprestou oito mil reais para que ele pudesse sobreviver até que o negócio melhorasse. Ele vendeu seu carro e um terreno, enquanto o sócio arcou sozinho com uma parte da dívida. Então, o empréstimo chegou a um patamar que a On Byte poderia arcar.“No ano seguinte, 2007, a gente estava vendendo, mas não o que precisava para conseguirmos tirar um salário novamente. O dinheiro da minha tia ia logo acabar – e eu ia acabar me endividando novamente”, conta o empreendedor.Era preciso aumentar as vendas. Bichiatto usou o antigo serviço de mensagens MSN como uma forma gratuita de vender os serviços da On Byte. “Pegávamos o MSN das escolas e conversávamos com elas, mandando nosso material para avaliação. Só se elas gostassem é que nos deslocávamos, para instalar os produtos.”Se antes a On Byte gastava com gasolina e manutenção do carro para fazer visitar aos potenciais compradores dos cursos, agora o custo era quase zero. Com a estratégia, as vendas quintuplicaram.“Atingimos um volume muito maior de pessoas, vendemos mais pedidos e a empresa deu um boom. O dinheiro começou a entrar e conseguimos fazer alguma retirada para sobrevivermos, sem precisar pegar dinheiro com quem quer que fosse.”Bichiatto conseguiu pagar o empréstimo da sua tia em 2008 e os sócios voltaram a respirar.“Eu acredito que só não quebrei porque sou uma pessoa controlada e consigo dividir bem a hora em que posso gastar com supérfluos e a hora em que eu não posso. Foi algo que meu pai me ensinou, desde quando eu trabalhava com ele na roça, aos 13 anos de idade. Foi uma experiência fundamental para mim, formou quem eu sou hoje”, conta.Em 2010, a On Byte virou uma rede de franquias.
Holding e planos para o futuro
Hoje, a On Byte atende 100 mil alunos. São 75 unidades em operação, que resultaram em um faturamento de 15 milhões de reais em 2016. A expectativa é terminar o ano com até 100 escolas.Com a estabilização da On Byte, Bichiatto e Barros começaram a pensar em novos ramos de negócio. Eles criaram a Melhor, uma marca que também é de informática, mas atende escolas por meio de licenciamento.Depois, vieram redes franqueadas como a Sr. Sorvete, de sorveterias; a Van da Limpeza, de produtos para cuidar do lar; e a Wash Quality, de lavagem automotiva. As diversas bandeiras fizeram com que o empreendedor tivesse de criar uma holding para agrupá-las, em 2015: o Grupo Oportunidade.Ao todo, a holding possui 630 unidades e faturou cerca de 100 milhões de reais no ano passado.“O momento está difícil, mas seguimos o método de sempre: se der para investir, fazemos o investimento. Caso a situação política melhore, prevemos um crescimento no faturamento do grupo na ordem de 20%”, conclui.On BytePersonalInvestimento inicial: 8 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 mesesCompactoInvestimento inicial: 40 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 mesesFullInvestimento inicial: 116 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 mesesFonte: Exame