O serviço de “cashback” Méliuz foi criado em 2011. Hoje, a startup já devolveu cerca de 28 milhões de reais aos seus mais de dois milhões de usuários

Maquininha de cartão da startup Méliuz: negócio devolve parte do valor que o usuário gastou ao adquirir um produto (Méliuz)
Como funciona?
No começo, a Méliuz estava focada apenas na devolução de dinheiro em compras online, por meio de parcerias com e-commerces.O usuário se cadastra, busca lojas virtuais de sua preferência e ofertas, ativa a opção de cashback e realiza a compra. Assim que o pedido for confirmado pelo e-commerce, o usuário pode acompanhar seu extrato de dinheiro a receber pelo aplicativo ou site do Méliuz. Quando juntar 20 reais ou mais, é possível pedir o depósito gratuito em uma conta bancária de escolha.O cashback oferecido pelo Méliuz não é desconto nem crédito, mas sim dinheiro devolvido diretamente ao consumidor, para gastar em qualquer finalidade. O benefício não possui prazo de expiração.Depois da experiência no mundo virtual, a startup rodou pilotos físicos em cidades pequenas do estado de Minas Gerais. “Com clientes satisfeitos, começamos a lançar em outras praças, como Belo Horizonte. Agora, chegamos a São Paulo. O plano é, no próximo mês, lançarmos em locais como Brasília, Goiânia, Porto Alegre e Rio de Janeiro.”Nas lojas físicas, o procedimento é diferente: o usuário deve pedir a máquina de débito e crédito do Méliuz ao fazer o pagamento. O pagamento é feito normalmente e, ao final do procedimento, é preciso digitar o número de celular. Com isso, o saldo de dinheiro a ser devolvido vai direto para o extrato do usuário, no app e no site. Novamente, será possível pedir o depósito ao acumular no mínimo 20 reais em créditos.Para o usuário, todo o processo é gratuito – não são cobradas taxas de transferência do dinheiro, por exemplo. É preciso ter uma conta no banco para realizar o depósito.O valor que o usuário receberá de cashback depende da empresa da qual ele comprou os produtos. Hoje, há duas mil lojas parceiras no e-commerce, como Azul, GOL, Netshoes, Submarino e Walmart. No mundo físico, há outros dois mil estabelecimentos.“Temos várias categorias diferentes de parceiros, então não há uma porcentagem de devolução fixa. Na maioria das lojas online, ela é de 5%; nas físicas, de 10 a 15%. Temos grandes campanhas em que algumas lojas até dão 100% de cashback, como estratégia para o cliente conhecer o negócio”, diz Salmen. O usuário pode ver no aplicativo e no site a porcentagem de dinheiro devolvida em cada parceiro e as promoções de cashback em evidência.As lojas pagam para anunciarem na startup, por meio da cobrança de uma porcentagem sobre cada compra feita por meio do Méliuz (no site ou na maquininha). Metade do valor fica com a startup, enquanto a outra é repartida com os usuários que realizaram compras em cada estabelecimento, na porcentagem de cashback definida por cada anunciante.“O Méliuz tem uma escala nacional hoje, com grande volume de vendas. A loja virtual enxerga o Méliuz como um grande canal de vendas, até com mais usuários do que alguns marketplaces. É uma estratégia para tanto buscar clientes novos quanto para fidelizar clientes velhos”, diz Salmen. “No mundo físico, o estabelecimento tem como benefício encher a loja em dias menos movimentados, por meio do cashback.”

Ofli Guimarães e Israel Salmen, do Méliuz: startup nasceu em 2011, em Belo Horizonte (MG) (Méliuz)












