Segundo sindicalistas, a rede americana tem descumprido leis trabalhistas brasileiras, como mudança incorreta de horário dos funcionários
Representantes de sindicatos de trabalhadores de 20 países reuniram-se na manhã desta terça-feira (18), no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, em ato de apoio às denúncias de empregados contra a rede americana de lanchonetes McDonald’s.
Nesta quarta-feira, uma comitiva participa de uma audiência pública em Brasília
Foto: Leonardo Benassatto / Futura Press
De acordo com sindicalistas, a empresa tem descumprido leis trabalhistas brasileiras, como mudança incorreta de horário dos funcionários. “Nossa luta não é contra a empresa e sim contra as irregularidades que ela pratica, como colocar o funcionário à disposição e só pagar as horas trabalhadas, mudar o horário a todo momento, entre outros”, disse o presidente do Sinthoresp, Francisco Calasans. O sindicato representa trabalhadores dos setores de alimentação e hotelaria. Segundo Calasans, o movimento tem o apoio de um sindicato americano de trabalhadores no setor de serviços.
A manifestação reuniu representantes de sindicatos de trabalhadores de 20 países
Foto: Leonardo Benassatto / Futura Press
“Todos vão ouvir o eco sobre o trabalho escravo e o desrespeito do McDonald’s. Nós não vamos recuar. Temos outros países nos apoiando porque eles exploram onde estão porque querem ganhar onde podem”, disse o diretor jurídico da Nova Central Sindical, Elísio Ribeiro.
Trabalhadores protestaram contra as condições de trabalho no McDonald’s
Foto: Leonardo Benassatto / Futura Press
Os participantes devem fazer uma passeata ainda hoje até uma loja da rede de fast-food. O manifesto ocorre paralelamente a um congresso, iniciado nessa segunda-feira (17), para discutir o assunto. Nesta quarta-feira (19), a comitiva parte para Brasília para participar de uma audiência pública, convocada pelo senador Paulo Paim (PT-RS).
A assessoria da rede McDonald’s informou que vai divulgar uma nota hoje sobre o ato.