Por: Bruno MelloQuando uma das empresas mais inovadoras do mundo deixa de apresentar grandes novidades, devemos analisar sobre como é árdua a ambição de reinventar mercados a cada ano e compreender que esta é uma missão inglória, mas há alternativas. Fato é que o mercado e as pessoas se acostumaram com a expectativa de serem surpreendidas e comprar algo que nem em seus sonhos elas poderiam imaginar. Nos anos de glória da Apple, o Macintosh transformou a indústria de computadores, o iPod, da música, o iPhone, de telecomunicação, e o iTunes e o iPad mudaram o mercado de entretenimento.Na última apresentação, no entanto, não tivemos nenhuma inovação disruptiva. Smartphones com telas maiores, mais finos, com melhor resolução de câmera e mais baratos já existem. Relógios inteligentes também e a carteira mobile do Google, o Wallet, foi lançado há três anos. O que a Apple apresentou foram pequenas inovações incrementais em seus produtos e entrou em dois mercados que pela sua natureza era impossível ficar de fora, mas com chegada atrasada. E é neste ponto que devemos nos segurar. Se até a Apple é incapaz de transformar mercados a cada ano, como você dará conta desta missão?Isso não quer dizer que não devemos buscar a inovação. Desenvolver melhorias contínuas e relevantes também é fundamental. E este pode ser o seu caminho. Perceba a reação das pessoas diante dos lançamentos. Além dos Applemaníacos que já faziam fila nas lojas para comprar os novos gadgets, muitos, se não uma boa maioria de clientes da empresa fundada por Steve Jobs se mostraram receptivos às novidades e desejam comprar os novos aparelhos. Do outro lado, uma parcela de pessoas que já migraram para outras marcas ficaram decepcionadas com a falta de elementos que os fizesse reatar o casamento com a Apple.Quando o assunto é inovação, especialmente para as empresas mais inovadoras, não há outro caminho senão perseguir a inovação. Mas, como vimos, é muito difícil mudar mercados toda hora. O que não quer dizer que as melhorias que você promover em seus produtos ou serviços não serão suficientes para a empresa crescer. Com os lançamentos de ontem, a Apple se mantém viva no mercado e com produtos para competir com seus concorrentes. Imagina se ela não tivesse feito nada? Qual é o melhor caminho? Não mudar e correr o risco de ficar obsoleta, como aconteceu com o walkman, ou apresentar novidades contínuas para se manter relevante entre clientes e prospects?Se bem tratado e atendido em seus desejos e expectativas mínimas, o cliente e especialmente o fã de uma marca têm uma tendência natural a ser amigo da empresa. E, como amigo, ele vai sempre elogiar um novo corte de cabelo ou uma roupa nova e continuará a relação normalmente. A menos que você vire um punk maluco ou pare no tempo, clientes e empresas, por mais volátil que as pessoas sejam hoje em dia e as mudanças imprimam um novo ritmo de mercado, tendem a formar relacionamentos de longo prazo.O que não podemos é, com a desculpa pela complexidade de transformar mercados, ficar parados. A Apple não está parada e o cemitério de CNPJs está repleto de empresas que viram o mercado andar para frente enquanto elas ficaram estacionadas. Nenhum produto ou serviço é bom o suficiente que não precise ser melhorado. Às vezes, ficamos correndo atrás de inovações disruptivas quando o nosso cliente ficará satisfeito se corrigíssemos erros que os irritam ou melhorássemos a sua vida de alguma maneira. Os caminhos são muitos para quem realmente quer fazer a diferença e não precisa ser uma Apple em seus tempos áureos para conquistar o mercado.
O Instagram é um verdadeiro sucesso entre os milhões de usuários espalhados ao redor do mundo. Acompanhando esse enorme sucesso, cresce cada vez mais o número de marcas que estão entrando para a rede de compartilhamento de imagens com o objetivo de expandir o índice de consumidores e tornarem-se reconhecidas por uma quantidade maior de pessoas.Focada no mercado de moda, a Instaby surgiu no início desse ano com uma promessa que, desde então, vem atraindo diversas marcas: simplificar a compra do seguidor e aumentar as vendas de uma determinada loja que conta com um e-commerce e já atua ou pretende entrar para o Instagram.Criada pelos sócios Rafael Bluvol e Fellipe Guimarães, que estudavam uma forma de acompanhar o crescimento rápido e cada vez maior do e-commerce no Brasil, a Instaby permite replicar o feed com os links de produtos do e-commerce. Facilitador, o aplicativo aumentou em apenas três meses a taxa de conversão da Cia Marítima em 150%.Inspirada em uma plataforma que faz um trabalho semelhante no exterior, a Instaby é pioneira no país e, em poucos meses, já conta com diversos clientes, com destaque principal para os que atuam no mercado de moda, como Cia Marítima, Shoulder, Dress&Go, Sephora e 33/34, sendo que essa última, especializada em calçados com numeração 33 ou 34, registra uma fatia de 10% do faturamento representada pelo Instagram.Para impulsionar as vendas por essa rede de compartilhamento de imagens conhecida como uma das maiores mídias sociais de todos os tempos, confira abaixo 5 dicas para vender mais com o Instagram.1 Faça postagens frequentes dos seus principais artigos para que os seguidores sempre lembrem da sua marca. As imagens não precisam ser parecidas: tanto o ângulo quanto as pessoas que aparecem nas fotos podem ser alterados.2 Realize promoções usando uma hashtag específica. Essa prática é perfeita para gerar um grande tráfego de pessoas e criar uma conexão maior com os followers da sua marca.3 Use a Instaby, ferramenta que transforma o link do perfil em uma galeria de produtos clicável. Dessa forma, os clientes poderão visualizar as peças e conseguirão finalizar a compra em um só clique. Use a funcionalidade de crowdmkt da Instaby.4 Benefícios podem ser oferecidos para os clientes que marcarem amigos. Hoje, diversas marcas apostam nessa tática de posts periódicos dizendo para que os seguidores “citem” seus amigos que têm chances de tornarem-se compradores.5 Avise o seu seguidor sobre o link no perfil. Ele é a forma mais poderosa e eficaz de vender mais com o Instagram. No post, seja na localização ou após as hashtags, é fundamental informar o seu follower sobre o link existente no perfil (use frases como “shoplink no perfil” e “link de compras no perfil”). Hoje, diversas grandes marcas do exterior (Nordstrom, Forever 21, Victoria’s Secret e diversas outras) utilizam essa tática.Fonte: Aplicativo aumenta vendas de moda no Instagram - Empreendedor
Pela primeira vez no Brasil, dez empresas da região Bávara prospectam na região Norte de SC
Kleber Zibordi, gerente geral brasileiro da Haimer, conta que indústria quer estreitar laços com a BMW Foto: Claudia Baartsch
Dez indústrias alemãs que participam da Feira e Congresso de Tecnologia, Máquinas, Equipamentos, Automação e Serviços para a Indústria Metalmecânica (Intermach) 2015, com incentivo do governo da Bavária, da Alemanha, trouxeram para Joinville as novidades no ramo da tecnologia industrial.
Apesar do delicado momento econômico que o Brasil atravessa, a expectativa é a de que o evento gere um grande volume de negócios. Ontem, segundo os organizadores da Intermach, pelo menos 4 mil pessoas estiveram no Complexo Expoville.A estimativa é a de que na edição anterior, em 2013, mais de R$ 350 milhões em negócios foram gerados tanto durante a sua realização quanto no semestre seguinte à exposição. Isso é resultado do grande volume de contratos firmados durante a feira.BMW anima investidores internacionaisDestaque entre os estandes germânicos, a Haimer colocou os pés em Joinville em 2015 de olho no mercado de moldes e equipamentos de precisão, especialmente para uma aproximação estratégica com a BMW, que já é parceira da montadora alemã nas plantas europeias.— Não é segredo que Joinville é um polo quando o assunto é a indústria de moldes e metalmecânica. A BMW com certeza fortalece o mercado regional. Por isso, temos agendada ainda para esta semana uma visita à planta de Araquari para negociar, talvez, um novo contrato, como já acontece na Alemanha, e alinhar as estratégias de parceria — disse Kleber Zibordi, gerente geral da filial brasileira da Haimer.Fundada em 1977, no Sul da Alemanha, a Haimer é uma das líderes do mercado europeu na produção de porta-ferramenta e acessórios para máquinas, atuando nos segmentos de máquinas para balanceamento de ferramentas e peças, apalpadores e sensores 3D e sistemas de armazenamento e organização de ferramentas.A empresa mantém escritórios nos EUA, Indonésia, China, Japão, Índia e Espanha e a rede de distribuição e vendas abrange mais de cem países.Segundo Zibordi, a ideia de expandir o negócio em solo brasileiro surgiu em 2012, quando a empresa se instalou em São Paulo.— Não demorou para que percebêssemos um mercado receptivo no Norte de Santa Catarina. Por isso, a Intermach deste ano veio em boa hora, principalmente num momento em que a própria indústria automobilística busca soluções em suas linhas de produção — destacou.
Tecnologia registra todos os gastos efetuados durante o mês e permite ao empreendedor questionar cobranças indevidas de operadoras
Quem já teve a sensação de que a conta de telefone veio mais alta do que deveria sabe que uma rápida consulta na fatura é suficiente para encontrar erros e questionar a cobrança. Porém, no caso de uma empresa, que lida com várias linhas ao mesmo tempo, este procedimento pode ser muito mais complicado e a incapacidade de fazer essa checagem pode resultar em grandes prejuízos. Em resposta a esta dificuldade, uma empresa de São José dos Campos (SP) desenvolveu um sistema de gerenciamento de faturas capaz de identificar cobranças irregulares de fixos e celulares, gerando economia de até 30% para pequenas e médias empresas (PMEs).
A ideia surgiu em 2005, quando a empresa recebeu uma demanda de algumas empresas de cobranças para reduzir seu custos com telefonia, conta Mauro Eda, diretor da Onset Telecom. “Conseguimos uma redução do custo global destas empresas de R$ 22 milhões para R$ 12 milhões. Percebemos o potencial do serviço e resolvemos estendê-lo para outras áreas”, explica.
Sistema desenvolvido pela Onset registra gastos telefônicos ao longo do mês e os compara com a fatura emitida pela operadora
Foto: EDHAR / Shutterstock
Por conta dos altos custos, os serviços ficaram restritas apenas a grandes corporações, com uma fatura mensal superior a R$ 100 mil. Em 2014, no entanto, a Onset voltou suas atenções para as necessidades dos negócios de menor porte, e resolveu investir em uma solução para este público.
“Uma empresa maior busca ter uma visão ampla e controle deste cenário para otimizar seus custos, evitando desperdícios. Já a empresa pequena está preocupada em saber se o que ela está pagando está correto ou não. O foco é diferente, o que nos permitiu simplificar o serviço e torná-lo mais acessível”, diz.
Gerenciamento de faturas
O sistema para PMEs funciona da seguinte maneira: as condições contratuais compactuadas com a operadora de telefonia são cadastradas e cada gasto efetuado fica registrado. Ao final do mês, o cliente pode comparar estes dados com aqueles disponíveis na conta e contestar o que não estiver correto.
“O mais comum é encontrar cobranças indevidas, de duas ligações ao mesmo tempo, por exemplo. Além disso, acontecem despesas apuradas com metodologia diferente da contratada, um desconto prometido que não é aplicado ou um bônus que não foi disponibilizado”, enumera Mauro Eda.
Com estes dados em mãos, a empresa pode pedir o ressarcimento junto à operadora, em um processo que leva cerca de um mês, em média. “Oferecemos planos em que cobrimos todas as etapas do processo, até o ressarcimento. Mas o cliente também tem a opção de fazer isso diretamente e contar apenas com nosso suporte. Em geral, é possível economizar cerca de 30% nas contas de fixos e celulares”, revela.
Mauro acrescenta que a Onset cobra um valor invariável para fatura de telefone fixo ou celular, e os custos começam a compensar para empresas cuja conta seja superior a R$ 10 mil por mês. Além disso, ela também disponibiliza um serviço de auditoria de contas passadas, sendo possível questionar e pedir o ressarcimento de todas as contas dos últimos cinco anos.
“Isto pode ser feito desde que o cliente ainda tenha as faturas guardadas e os contratos a elas correspondentes. Neste caso, o processo varia de seis meses até um ano, e é cobrado um valor proporcional à economia que o cliente obtém”, explica Mauro.
Maior evento do setor no Sul do Brasil traz os principais fabricantes mundiais
Empresas alemãs participam pela primeira vez da IntermachFoto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS
As principais marcas ligadas à fabricação de máquinas e equipamentos no mundo vão estar presentes na 10ª Feira e Congresso de Tecnologia, Máquinas Equipamentos, Automação e Serviços para a Indústria Metalmecânica (Intermach) 2015.O principal evento do setor no Sul do Brasil começa nesta terça-feira, no Complexo Expoville, e vai até sexta-feira. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Glauco José Côrte, fará a palestra de abertura com o tema: Os desafios da indústria no atual momento do mercado brasileiro e mundial, a partir das 18h30.Além de cursos e palestras sobre energia, eficiência industrial e manufatura do setor automotivo no Congresso de Inovação Tecnológica (Cintec), o evento traz a feira de máquinas e equipamentos.São 300 marcas de seis Estados do Brasil e cinco países expostas diretamente ou por meio de representantes com perfis que atendem tanto às empresas que procuram por preço quanto quem prioriza soluções de alta tecnologia e precisão.A Alemanha, conhecida pela tecnologia de ponta de seus equipamentos, participa pela primeira vez e chega com 16 empresas. A participação asiática, por sua vez, reduziu de 40, em 2013, para 15 empresas neste ano.De acordo com o diretor da Messe Brasil, Richard Spirandelli, neste período de retração econômica, o evento tem papel importante para manutenção da base de clientes e atualização sobre o que o mercado oferece. Um dos destaques da feira é a exposição de soluções ligadas à robótica.Segundo Spirandelli, no mercado de máquinas e equipamentos, 90% das soluções são importadas porque a indústria brasileira ainda precisa se desenvolver para oferecer equipamentos de maior precisão e alta tecnologia. Entre os expositores, muitos deles já têm clientes na região e aproveitam para estreitar relacionamento.Outro momento importante do evento é a rodada de negócios, que já alcançou a marca de 100 empresas inscritas, que vão negociar com 15 empresas-âncoras.A entrada na feira é gratuita. Os visitantes pagarão somente para assistir às palestras e cursos do Cintec. Até à tarde desta segunda-feira, ainda havia vagas.AGENDE-SEIntermach 2015
Endereço: Complexo Expoville, rua 15 de Novembro, 4315, Joinville
Abertura: 18h30INSCRIÇÕESFeira Intermach
Entrada: gratuita
Credenciamento: antecipado pelo site: www.intermach.com.br ou direto na ExpovilleCongresso de Inovação Tecnológica (Cintec)
Palestra de abertura: entrada franca
Demais palestras: inscrição pelo site: www.sociesc.org.br/cintec. No local, das 15 às 16 horas.
Inscrição diária: R$ 130
Passe completo (3 dias): R$ 350
-Minicursos (de 8 horas): R$ 300
-Minicursos (de 4 horas): R$ 150PROGRAMAÇÃOIntermach - das 14 às 21hCintec / terça-feira15:00 - Credenciamento16:00 - 16:40 - Panorama do setor elétrico - qualidade no fornecimento , tarifas e relacionamento com o cliente (Cleverson Siewert, Celesc)16:45 - 17:25 - Eficiência energética e produtividade com inovação tecnológica (Fernando Cardoso Garcia, Weg)17:30 - 18:10 - Panorama do sistema elétrico brasileiro e o mercado de energia (Marco Antônio Amaral Sureck, Tractebel)19:30 - 22:00 - Os desafios da indústria no atual momento do mercado brasileiro e mundial (Glauco José Côrte, Fiesc)
Com o colapso do trânsito e a escalada da violência nas cidades de praticamente todos os tamanhos, e a dificuldade dos municípios em oferecer serviços de saúde e educação de qualidade, cresce a procura por novos modelos de gestão urbana.De olho nesse mercado, foi lançada a Tacira, empresa de serviços digitais que desenvolve projetos de cidades 100% inteligentes, integrando e conectando serviços de verticais como saúde, educação e segurança, por meio de uma exclusiva plataforma tecnológica.Dirigida por Washington Tavares, executivo com vasta experiência em comunicação digital e líder da comunidade mundial do TM Forum para Smart Cities, a Tacira nasce com sede em São Paulo e filial em Londres, passo estratégico na direção de sua internacionalização e presença no mercado global.Segundo Tavares, as soluções inteligentes reduzem os custos operacionais de manutenção e aumentam a eficiência dos serviços e o tempo de vida da infraestrutura dos municípios. Desenvolvida pela companhia, a plataforma otimiza os processos de diversos setores urbanos, tornando as cidades mais sustentáveis. Com isso, os cidadãos são incluídos no ecossistema digital alavancando, assim, a participação e o engajamento destes usuários. “A informação gerada por este tipo de tecnologia melhora o monitoramento e a gestão da cidade, além de possibilitar que gestores e cidadãos façam uma utilização mais consciente dos recursos públicos”, afirma.Em dois anos, a tecnologia deve beneficiar mais de 10 milhões de cidadãos no Brasil. Alinhadas melhores práticas internacionais, a metodologia propõe uma abordagem integrada para a construção de um projeto consistente, que atende à situação específica do município.A Tacira desenvolve os chamados projetos “fim a fim”, nos quais os especialistas analisam todas as especificidades para identificar as reais necessidades de cada cidade e criam soluções de curto, médio e longo prazos, inclusive treinamento, dispositivos, sensores, entre outros. A companhia também realiza a implementação e a manutenção das soluções. “A Tacira foi uma consequência natural da demanda nacional e internacional de uma empresa capaz de construir cidades inteligentes reais com o foco na geração de valor para o cidadão.Após alguns anos acompanhando a comunidade de Smart Cities do TM Forum notamos que há no mercado soluções desconectadas e isoladas e as iniciativas existentes dependem de poucos visionários para gerar valor”, diz Tavares. Idealizada por um grupo de especialistas que possuem grande expertise na área de smart cities, e com o suporte do grupo investidor Ceres, a empresa pôde iniciar sua operação sem a necessidade de uma incubadora ou aceleradora.Três projetos-piloto já estão em andamento, nos municípios de Águas de São Pedro e Itatiba, no interior de São Paulo, e de Lavras, no sul de Minas Gerais. www.tacira.com/ptFonte: Nova tecnologia desenvolve projetos de cidades inteligentes - Empreendedor
No primeiro semestre, ao todo, mais de 17 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma compra em lojas virtuais do país. O setor apresentou um faturamento de R$ 18,6 bilhões, segundo o relatório da WebShoppers. O destaque do período foi o maior volume de vendas de eletrodomésticos e telefonia/celular – produtos que pela cultura do país eram comprados em lojas físicas.Segundo Adriano Caetano – especialista em e-commerce e diretor da Loja Integrada (www.lojaintegrada.com.br) uma das maiores plataformas de lojas virtuais gratuitas da América Latina – a mudança de comportamento é reflexo da nova organização do orçamento. “Com a crise, a população acaba poupando mais dinheiro e a internet é uma forma de economizar. É mais fácil pesquisar preços e formas de pagamento, e possivelmente encontrar um preço mais barato que a loja física”, explica Adriano. Na Loja Integrada, o aumento nas vendas entre as micro e pequenas empresas chegou a 40% em relação ao ano passado, número na contramão da recessão da economia.Para o especialista, o destaque nestes segmentos de vendas está ligado à necessidade de compra. “Quando um eletrodoméstico quebra, mesmo com a crise e o orçamento curto, o brasileiro entende a aquisição como prioridade. Assim como o celular, que não é apenas um aparelho de comunicação, mas também utilizado para lazer e trabalho”.De acordo com o levantamento da WebShoppers, a satisfação e fidelização dos clientes da internet chegou a 65% – maior resultado desde o início da pesquisa. Entretanto, o consumidor precisa se atentar a grandes descontos e a qualidade dos produtos. “Quando o cliente encontra um preço muito abaixo do mercado é preciso ficar atento. Ver a reputação da loja virtual nas redes sociais e em sites como o Reclame Aqui é uma forma de não cair em uma cilada. Além disso, sempre exija a nota fiscal”, explica Caetano.Fonte: Em busca de economia, consumidor troca lojas físicas por virtuais - Empreendedor
Confira as visões de André Galassi e Eduardo Borba
André Galassi,
Especialista em marketing e gestão pela Universidade de São Paulo (USP)Pesquisa recente da consultoria PwC apontou que 64% dos presidentes de empresas consideram a capacidade de inovar mais importante do que a eficiência operacional dos funcionários.Mas, afinal, o que é inovar? Inovar é estar constantemente atualizado com as transformações do seu ramo de atuação e antecipar tendências. É encontrar soluções que tragam mais benefícios para pequenos ou grandes problemas ou mesmo buscar uma maneira nova de resolver um mesmo problema, otimizando o resultado e agregando valores.Ao contrário do que muitos acreditam, inovar não significa, necessariamente, reinventar alguma coisa, mas sim quebrar padrões e resolver problemas ou mesmo se antecipar a eles. O processo de inovação não é algo sem método. Ao contrário, ele pode e deve seguir etapas. Para quem deseja se destacar na carreira e nos negócios, procure seguir seis passos para se tornar um profissional inovador:1) Arrisque: toda inovação traz em si um pouco de incerteza, mas é preciso ser otimista e arriscar para que o processo de inovar se realize.2) Motive-se: a automotivação é fundamental para você e sua equipe. Mudanças exigem quebra de paradigmas e, normalmente, geram desconfiança porque sair da zona de conforto é difícil para muita gente.3) Comprometa-se: mudanças exigem persistência e resiliência. Para inovar, é preciso manter o foco e a responsabilidade na criação do novo processo, com comprometimento e disciplina.4) Olhe o todo: somente com uma visão global da área de atuação é possível avaliar o que pode ser melhorado ou transformado.5) Seja seguro: esteja seguro quanto à importância do que se propõe e passe segurança ao falar sobre o assunto. O caminho mais simples para ter confiança é estudar muito sobre o tema e suas variáveis.6) Compartilhe: é muito importante saber dividir. Quando você se mostra aberto ao diálogo, ao compartilhamento e à colaboração, consegue engajar outros para apoiarem sua ideia.* * **************************************************Eduardo Borba,
Autor do livro Inovação Natural – A Nova Essência do Mundo dos NegóciosTanto no universo empresarial quanto no acadêmico não há mais dúvidas: a inovação é a força central que mantém o desenvolvimento econômico e a capacidade competitiva das empresas e dos profissionais no mercado de trabalho.Inovação deixou de ser opcional para virar competência de sobrevivência. Esta necessidade latente está provocando uma corrida para o desenvolvimento e obtenção das melhores práticas e metodologias de inovação.A verdadeira inovação que as empresas precisam, contudo, não está em metodologias, mas, sim, no comportamento humano. É aqui que se encontra a grande oportunidade da nova economia, abordada sob a ótica do conceito de inovação natural em publicação recém-lançada.O avanço tecnológico, que substitui as atividades físicas e intelectuais-executivas do ser humano numa velocidade exponencial, pressiona as empresas e seus profissionais a se adaptarem ao novo contexto, desenvolvendo e potencializando a única competência que a tecnologia não substituirá: a criatividade.Uma pesquisa recente da IBM com 1.500 CEOs identificou a criatividade como “a competência de liderança” número 1 do futuro. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) já alertou que as atividades profissionais repetitivas e insalubres serão cada vez mais executadas por robôs e softwares, tendo como consequência a expansão de atividades que demandam capacidades para resolver problemas, intuição e criatividade.Estes fatos sustentam a previsão de que as atividades criativas serão 50% da economia global até 2025.O perfil profissional mais desejado pelas empresas até então era o executivo. A partir desta presente revolução pós-industrial, além das capacidades executivas, devem ser somadas competências criativas para o desenvolvimento do empreendedor do século 21.
Desde junho deste ano, os bancos deixaram de oferecer a novos e atuais clientes a cobrança sem registro para boletos. Conforme decisão da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), até o fim de dezembro de 2016, as atuais carteiras de cobrança sem registro vão ser migradas para a modalidade registrada. De acordo com a entidade, a medida é uma forma de garantir segurança e oferecer vantagens aos clientes.Mas, segundo a Assespro-Paraná, que representa as empresas de TI do Estado, a maior parte das empresas de tecnologia da informação utiliza a cobrança sem registro e essa mudança vai aumentar custos de operação e gerenciamento de cobranças e até de atualização de sistemas.Para Edney Marcos Mossambani, sócio da empresa Accion e presidente da entidade Software by Maringá, um dos grandes problemas está no comércio eletrônico, que vem registrando crescimento expressivo, ano a ano, e pode ser prejudicado com a obrigatoriedade da cobrança registrada.“O consumidor, geralmente, ganha descontos de até 5% para compras pagas com boleto. Mas a cobrança não é registrada porque pode haver desistência. Com uma cobrança registrada, perde-se em agilidade e os custos aumentam. Se o cliente não pagar no vencimento e precisar gerar novo boleto, gera também novas taxas. Pedidos de baixa, alterações, todos gerariam novos custos não previstos nas operações de venda, argumenta.Mossambani também questiona alegações de maior segurança nas cobranças registradas. “Não evitam, por exemplo, casos de cobranças em cartório de boletos referentes a dívidas que não existem.”Cobrança mais caraPara Rui Suzuki, sócio da Central Server, a medida dificulta a compra de serviços pela internet. Segundo ele, quando o cliente quer alterar algo na contratação, deve ser feita alteração de boleto e isso vai representar um aumento de custo em todas as operações.“Isso torna o processo de cobrança muito mais caro do que antes. Quando a cobrança não é registrada, se o cliente altera qualquer coisa, podem ser gerados novos boletos, valendo o último. Agora, deve ser feito o cancelamento de todas as cobranças que foram geradas anteriormente toda etapa gera uma nova taxa. Com a cobrança com registro, o cliente só vai receber a cobrança no dia seguinte para poder fazer o pagamento e liberar o serviço ou produto. É um processo mais demorado. O cliente que deseja liberar o serviço rapidamente pode desistir da compra. Mas, se houver desistência, a empresa já pagou por aquela cobrança que não foi paga”, acrescenta Suzuki.Para os empresários, outra dificuldade está no fato de a cobrança bancária não ser padronizada. Para cada banco, envia-se um arquivo diferente. Edney afirma que as empresas de software vão passar a ter um novo cenário de desafio para atualização e integração para validar boletos, gerando novos custos para os clientes.No caso da Central Server, que trabalha com oferta de serviços de computação em nuvem para hospedagem de sites, a cobrança registrada gera inflação e tem impacto muito grande sobre os valores cobrados. “Temos muitos clientes que pagam faturas perto de R$ 20. Se o boleto tiver um custo, por exemplo, de R$ 5, é uma carga violenta. É mais que 20% do valor pago. Se alterar um boletim fica mais caro ainda. Infelizmente, precisaríamos repassar esse custo para o cliente final. Aumenta o custo Brasil e também aumenta a inflação”, diz Suzuki.Mossambani, da Accion, finaliza sugerindo a promoção de um debate entre empresários do setor de TI para levantar as dificuldades e custos que vão ser gerados com a cobrança registrada obrigatória. “É importante procurar a Febraban e sensibilizar os bancos para o problema”, completa o empresário.