Home Office, grande desafio para as corporações

 Por: Leonardo Nascimento*
As empresas que mantêm um escritório aberto para atender as demandas de seus negócios se deparam com diversos custos como aluguel, transporte, energia elétrica, água, infraestrutura de rede, entre outros custos, que podem geram um gasto muito alto quando colocado na ponta do lápis.Atualmente, dependendo do segmento da companhia, ela visa atingir todo o Brasil com pelo menos uma filial em cada estado, mantendo a estrutura para um pequeno número de funcionários, mas que vem junto com um alto custo de gerenciamento dessas unidades. A importância de manter escritórios regionais é mostrar a sua marca e atender aos clientes que estão fora da cidade onde a matriz se encontra.Neste caso, as empresas encontram grandes desafios, desde a manutenção desses escritórios até o gerenciamento dos colaboradores. Pensando nesses custos, algumas empresas de grande porte estão optando pelo trabalho Home Office.Mas afinal, o que é o home office?Home office é o ato dos colaboradores trabalharem de sua própria residência, como se estivessem dentro do escritório, com acesso aos e-mails, chats internos, ramal integrado, reuniões remotas, com equipamentos fornecidos ou não pela a empresa, como smartphones, laptops, desktops e até mesmo ambientes entregues virtualmente.Mas quando falamos de home office, é provável que gere um receio entre os administradores das empresas, pois é um conceito que abrange muitos fatores, desde a entrega dessa forma de trabalho, com acesso aos mesmos recursos que o colaborador teria se estivesse presente no escritório até a forma de gerenciar esses profissionais e a preocupação sobre a legislação praticada hoje no Brasil.Antes mesmo de permitir esse tipo de trabalho e de verificar as normas que regem esse modelo, é necessário que a empresa esteja aberta às mudanças e que habitue esse novo conceito dentro de sua cultura.Nesse tipo de trabalho, os colaboradores passam por um novo aculturamento, pois a saída do modelo tradicional para o home office requer adaptação de todos, principalmente, entre os que estão há mais tempo nas companhias.Alguns benefícios percebidos nesse modelo de trabalho:Redução de custos com: infraestrutura, energia, espaço, mobiliário, material de escritório, entre outros;
  • Custo zero com a locomoção do colaborador;
  • Maior aproveitamento do tempo do funcionário (sem atrasos para chegar ao escritório);
  • Melhora na qualidade de vida dos colaboradores;
  • Contribuição com o meio ambiente (sustentabilidade);
  • Maior rendimento dos colaboradores;
  • Melhoria no atendimento aos clientes;
  • Maior possibilidade de concentração;
  • Maior flexibilidade;
  • Entre outros.
Segundo uma pesquisa realizada pela Citrix Systems, 77 % das pessoas sentem que são mais produtivas quando trabalham fora do escritório, enquanto 21% acham que têm a mesma produtividade e só 2% veem um rendimento menor.Isso se explica devido ao fato do funcionário se sentir mais livre e ter a autonomia de se organizar também fora do seu horário de expediente. Com a opção de home office, o colaborador geralmente vai além do seu horário e consegue produzir mais. Nesse quesito, ele acaba ganhando tempo até em sua locomoção até o escritório, o que pode se reverter em hora trabalhada.Como citado anteriormente, a empresa deve estar aberta a essa nova visão e saber administrar os seus colaboradores, olhando para suas metas e o comprometimento com a entrega das suas tarefas e não mais medir pelo horário de entrada e saída do trabalho.Apesar desses benefícios, antes de adotar esse modelo, é necessário que a empresa entenda o trabalho desempenhado por cada profissional e estipule as metas necessárias e prazos para a entrega de suas atividades, pois segundo estudo realizado pelos pesquisadores Kimberly Elsbach e Daniel Cable, da Universidade da Califórnia e da London Business School, os praticantes de home office têm até 25% menos chance de ser promovidos do que quem trabalha presencialmente, por isso a importância de ter uma gestão preparada a analisar o funcionário e ter um plano de carreira estável.Para permitir a mobilidade necessária, existem soluções que entregam desktops (computadores) de forma virtualizada para que eles tenham acesso de qualquer local e em qualquer horário, por meio de recursos disponíveis em datacenters das empresas. Além de entregar esse tipo de serviço, é possível gerenciar os smartphones dos usuários e definir o que é corporativo e o que é pessoal e selecionar apenas o que é importante para o negócio.A grande ideia desses softwares é entregar o dispositivo para os funcionários sem que ele tenha empecilhos no seu dia a dia para acessar as informações, mas que ganhe performance, independente do equipamento ser dele (BYOD – Bring Your Own Device) ou se a companhia disponibilizar para o seu trabalho.O BYOD é uma grande tendência que já virou realidade em muitas companhias pelo o mundo, e que no Brasil vem ganhando muito mais adeptos.Existem diversas formas de fazer o BYOD e incentivar os funcionários a aderirem. O que temos que nos preocupar muitas vezes é como trazemos transparências para esse processo e como vamos entregar a infraestrutura necessária para atender o BYOD em qualquer plataforma e em qualquer lugar sobre qualquer tipo de link de internet.Em uma visão livre de futuro, a convergência entre home office mais BYOD vai diretamente ao encontro das maiores preocupações globais: a busca por cidades mais sustentáveis e um estilo de vida mais saudável, gerando bem estar aos colaboradores. Portanto, a escolha correta das tecnologias atuais que irão suportar esse processo afetará inteiramente o futuro que vem sendo desejado e construído por todos.Fonte: Home Office, grande desafio para as corporações - Blog Televendas & Cobrança

Investir em processos sustentáveis aumenta rentabilidade e atrai clientes

Sustentabilidade pode ajudar empresas a seguirem crescendo
Ser sustentável se tornou um dos principais objetivos de qualquer empresa que deseja crescimento.  E essa busca está baseada em resultados de médio e longo prazo, e que fazem valer a pena o investimento em melhores processos e em apoio a projetos de sustentabilidade ambiental. Nos últimos anos, diversas pesquisas sobre o tema reforçam a tese de melhora no relacionamento das empresas com o mercado e seus consumidores após a implantação de processos sustentáveis.Segundo um levantamento recente da consultoria Management & Excellence, empresas com modelos sustentáveis de produção e de atuação na sociedade, podem ter um aumento de 4% no valor de mercado e render até 1800% com base no valor investido. Esses números contrastam diretamente com a aceitação dos consumidores.Em outra pesquisa, da Nielsen Holdings, empresa global de informações, realizada com 28 mil pessoas em 56 países, verificou-se que 66% dos consumidores preferem comprar produtos ou contratar serviços de empresas que tenham implantado programas de sustentabilidade. No Brasil esse número salta para 74%.Renato Paschoal, diretor comercial da JRD Logística de Marketing, sediada em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, afirma que a relação entre fornecedores também sofre mudanças. “A gente percebe que é crescente a preocupação com a sustentabilidade, e muitas empresas estão fazendo auditorias periódicas nos fornecedores, exigindo aderência às normas, legislações e a apresentação de registros, comprovando a execução destes processos”.Ainda segundo Renato, a crise econômica atual pode afetar em curto prazo, mas a tendência é que o aprimoramento dos processos seja sempre um diferencial. “Por conta da crise econômica, sentimos um esfriamento nesta relação, já que as empresas acabam dando ênfase maior em custos. Mas havendo uma melhoria do cenário econômico, certamente a exigência por fornecedores que tenham processos sustentáveis irá retornar com muita força à pauta na seleção de parceiros de negócios”, determina Renato.
Fonte: Investir em processos sustentáveis aumenta rentabilidade e atrai clientes - Empreendedor

5 dicas para a venda online de móveis e artigos de decoração

Disponível na internet, material elaborado pelo Sebrae orienta donos de e-commerce
Agência Sebrae 08/01/2016

Casa e Decoração é o segundo principal segmento de atuação dos empresários virtuais, de acordo com a 2ª Pesquisa do Varejo Online, realizada pelo Sebrae em parceria com o E-commerce Brasil. A ampla variedade de produtos – alguns com muito peso e volume (móveis e eletrodomésticos) e outros frágeis e delicados (peças de decoração) – , a necessidade de montagem e de assistência técnica, o armazenamento e a distribuição são desafios para os empreendedores que planejam investir no ramo.

Por isso, o Sebrae preparou cinco dicas para quem já possui ou pretende abrir um e-commerce de móveis e artigos para casa. A cartilha fala sobre o cenário do comércio eletrônico no segmento de casa e decoração, os principais desafios, as boas práticas, além da legislação e da tributação. O material também procura responder, de forma clara e objetiva, como amenizar trocas e devoluções, como facilitar para o consumidor o processo de montagem de móveis, e como proceder nos casos em que os produtos demandam assistência técnica.

“Com base nos termos pesquisados no Google é possível identificar onde está a maior demanda dos consumidores brasileiros nesse segmento. Entre janeiro e julho de 2015, os termos mais pesquisados foram cozinha, cama, ar- condicionado, decoração, geladeira, banheiro”, afirma a coordenadora nacional de Comércio Eletrônico do Sebrae, Hyrla Marianna Oliveira. “Mesmo que a maior parte das buscas não tenha sido concluída com pedidos, esse dado revela o quanto a internet está incorporada ao processo de compra dos brasileiros, nem que seja para verificar as características de produtos ou fazer comparação de preços”, ressalta.

Abaixo, as cinco principais dicas da cartilha:

1) Se arrepender é um direito do consumidor

O direito à devolução por arrependimento e/ou desistência vale para todos os produtos adquiridos on line. O prazo é de até sete dias corridos, contados a partir da data do recebimento. No caso da indústria moveleira, o comum é substituir apenas a peça defeituosa do móvel, e não todo o conjunto. Por exemplo, substituir uma gaveta ao invés do móvel inteiro. Para a devolução de produtos delicados, como alguns itens de decoração, é importante deixar claro como deve ser o procedimento de embalagem e envio da peça para que ela não sofra danos no caso de arrependimento de compra ou não tenha a avaria aumentada nas peças devolvidas por possuírem algum defeito.

2) Evite trocas e devoluções

As trocas e devoluções podem ser amenizadas com a adoção de algumas práticas e cuidados, como: fotografias de qualidade, em alta resolução e com fundo branco, capazes de destacar tanto o produto quanto as suas características. Descreva detalhadamente cada item (composição, quantidade/volume etc). Bater foto do produto com uma pessoa no ambiente também é uma boa estratégia para criar desejo e dar referência de como é o produto, qual o tamanho. Peças delicadas devem ser embaladas de modo que não sofram avarias durante o transporte. No caso dos produtos que são entregues desmontados, deixe essa informação clara desde o princípio do processo de compra. Também deixe nítida a informação de que a montagem é de responsabilidade do cliente, quando for o caso.

3) Facilite a montagem

Envie juntamente com o produto um manual detalhando como o consumidor deve realizar a montagem. Seja em tutoriais ou em manuais, lembre que, na maioria das vezes, quem vai montar o produto é o próprio cliente. Nesse contexto, cada etapa, por mais simples e óbvia que possa parecer, deve ser detalhadamente explicada. Se for o caso, informe aos consumidores os fornecedores indicados ou uma lista de sites especializados em montadores de móveis. No Brasil, existem sites especializados que reúnem e oferecem os serviços desses profissionais estratégicos para a cadeia da indústria moveleira. Em geral, eles catalogam montadores de várias regiões, já divididos por cidade, o que facilita o processo de busca para o consumidor final. Pode sugerir aos compradores que entrem em contato com as lojas físicas, quando elas existirem, para solicitar a indicação de montadores na região. Nesses casos, é interessante que informações como telefone e/ou endereço das lojas físicas sejam disponibilizados de forma fácil e rápida aos usuários.

4) Atenção ao armazenamento e à distribuição

As áreas de armazenamento devem ser projetadas ou adaptadas para assegurar as condições ideais de estocagem. No caso de móveis, por exemplo, é preciso ter espaço amplo. Já algumas peças de decoração, como quadros, demandam armazenamento em locais com temperatura e humidade controlados. O envio de produtos com grandes volumes geralmente é feito por meio de transportadoras. O ideal é pesquisar as que oferecem serviços de qualidade e fechar parceria com alguma delas. Lembre-se: danos no produto provocados durante o transporte podem comprometer a credibilidade e o relacionamento entre o consumidor e a loja virtual.

5) Dê informações sobre a assistência técnica

Um dos principais desafios logísticos relacionados com a venda de móveis e eletrodomésticos pela internet é o oferecimento do serviço de assistência técnica dos produtos. Disponibilize as informações de assistência técnica na loja virtual e oriente o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para tirar possíveis dúvidas, além do recebimento de reclamações e elogios. É uma boa prática investir na capacitação de técnicos locais que atuam de forma autônoma ou em assistências multimarcas. Isso é importante para que eles conheçam bem e saibam trabalhar com os produtos da marca. Além disso, é uma maneira de oferecer um atendimento de qualidade para o cliente, já que a indústria não consegue estar presente fisicamente em todos os municípios brasileiros para oferecer essa assistência.

Fonte: 5 dicas para a venda online de móveis e artigos de decoração - Empreendedor

Solução de cobrança do Sicredi recebe o Prêmio Relatório Bancário

Solucao-de-cobranca-do-sicredi-recebe-o-premio-relatorio-bancario-televendas-cobrancaNova ferramenta permitiu a recuperação de R$ 550 milhões de crédito apenas nos primeiros seis meses de 2015A última edição do Prêmio Relatório Bancário reconheceu o Sicredi na categoria “Cobrança (Solução)”, pelo case Cobrando o próprio dono: desafios de cobrança no cooperativismo de crédito. Organizada pela Cantarino Brasileiro, a premiação elege as principais contribuições e práticas do setor e seus fornecedores.Para transpor esse desafio, o Sicredi implantou um programa de renovação tecnológica do Ciclo de Crédito, cujo objetivo é proporcionar maior eficiência, padronização, automatização e segurança nos processos de concessão, manutenção, cobrança e gerenciamento do crédito. A ferramenta adotada foi o CyberFinancial, desenvolvida pela Infinnix e implementado pela Peopleware, que permitiu a otimização do processo de cobrança dos associados e a padronização nas cooperativas de crédito filiadas ao Sicredi.Com a implementação da plataforma, o Sicredi ampliou o controle sobre a gestão da carteira de inadimplentes e reduziu expressivamente os custos de sua operação. Além de manter o direcionamento estratégico da cobrança sem perder a flexibilidade ou conflitar com as culturas regionais e específicas de cada cooperativa associada ao Sistema.O rollout do CyberFinancial foi concluído no segundo semestre de 2014. Nos primeiros seis meses deste ano, foram feitos, em média, 5 milhões de acionamentos/mês, cobrados 418 mil títulos/mês e um volume de R$ 550 milhões de crédito recuperado no período.“O modelo de negócio do Sicredi, baseado no cooperativismo, impõe alguns desafios ao processo de cobrança. Não temos clientes, mas sim associados, que são donos do negócio. Essa característica precisa ser levada em consideração”, ressalta Fabiano Vilanova, gerente de Recuperação de Crédito do Banco Cooperativo Sicredi. “Ao mesmo tempo, precisamos manter uma linha mestra das estratégias de cobrança, garantindo padronização e eficiência no processo, bem como a autonomia das cooperativas e aderência à cultura e às necessidades específicas de cada mercado e região onde atua o Sicredi”, complementa.Nesse sentido, a adoção do CyberFinancial permitiu ao Sicredi estabelecer estratégias de cobrança diferenciadas, por faixas de atraso, valor e produtos, distribuindo as operações inadimplentes para três assessorias de cobrança parceiras. Além disso, possibilitou a implementação de uma central de cobrança interna, atendendo de forma compartilhada cooperativas de crédito de livre admissão, com uma metodologia única, que garante o cumprimento dos normativos dos órgãos reguladores e legislações vigentes, sem perder as características de um sistema cooperativo, no qual os associados que tomaram crédito são os próprios “donos”.Outros benefícios adicionais da plataforma foram o aprimoramento das bases cadastrais, que melhoram o índice de contato efetivo com os associados inadimplentes para cobrança, bem como a geração de relatórios gerenciais, para acompanhamento do desempenho da recuperação de crédito.Fonte: Solução de cobrança do Sicredi recebe o Prêmio Relatório Bancário - Blog Televendas & Cobrança

7 dicas para abrir um negócio em 2016

Conheça as orientações que contribuem na tomada de decisão na hora de começar uma empresa
Agência Sebrae 07/01/2016
O número de empresas que abriram as portas em Minas Gerais, de janeiro a outubro do ano passado, caiu 7,1% em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o balanço da Junta Comercial do Estado (Jucemg), 39 mil novos empreendimentos foram registrados no estado em 2015, contra aproximadamente 42 mil, em 2014. Para quem pretende abrir uma empresa em 2016, o Sebrae em Minas Gerais dá sete dicas para ter sucesso nos negócios.Todo empreendedor ao abrir uma empresa deseja obter retorno do investimento a curto prazo, mas é necessário trabalho árduo e paciência para tornar o empreendimento viável e bem-sucedido. Uma das dicas é ter planejamento. Muitas vezes é necessário deixar a emoção de lado e investir em um processo realista e racional de avaliação, na busca de informações estruturadas para realizar o investimento.Em um período de instabilidade econômica, alguns empreendedores não sabem em qual atividade investir. Nesse caso, o aconselhável é elaborar um modelo de negócio, que não inclui ainda aspectos técnicos como legislação, custos e despesas, mas pode auxiliar na estruturação de um novo negócio e testar a ideia. Isso pode ser feito por meio do Canvas, uma ferramenta desenvolvida pelo Sebrae que permite que qualquer empreendedor desenvolva suas ideias de negócio ou até mesmo repense um modelo de negócio já existente.Após esse teste, o empreendedor pode utilizar um instrumento simplificado, de planejamento detalhado, chamado Plano de Negócios, que auxilia passo a passo na construção do empreendimento, considerando os pontos essenciais que devem ser observados e registrados em finanças, marketing, pessoas, mercado, entre outros.Procurar o melhor local para instalar o negócio é uma das atividades mais importantes antes de abrir a empresa. É necessário analisar o processo de logística e venda da mercadoria, facilidade de acesso dos clientes ao local, estacionamento, distância entre rodovias, sistema bancário, bem como todos os custos fixos envolvidos no imóvel para a instalação do empreendimento.O empreendedor deve ter conhecimento sobre os impostos para a abertura do negócio, a legislação trabalhista e tributária e os procedimentos específicos para a liberação do alvará de licença. Isso porque, alguns empreendimentos precisam de autorização como a do Corpo de Bombeiros e a Vigilância Sanitária. Fazer uma pesquisa de mercado é essencial para uma empresa. Saber quem são seus concorrentes e fornecedores, as tendências e novos nichos de clientes são fatores muito importantes antes de colocar um novo produto ou serviços no mercado e investir recursos.Plano de investimentosO empreendedor deve fazer um plano de investimentos que inclui a previsão de faturamento, cálculo dos custos fixos e variáveis e a previsão de resultados (lucros e prejuízos) para garantir reservas financeiras, evitar grandes dívidas e conseguir equilíbrio nos dois primeiros anos de mercado, período em que a mortalidade das micro e pequenas empresas são maiores. Saiba que o empresário não recebe salário mensal como os empregados e que as retiradas mensais das empresas precisam ser controladas, de acordo com faturamento e a necessidade de recursos para novos investimentos.Pesquisas demonstram que quanto maior o conhecimento do empreendedor e as experiências por ele vividas, na área ou em atividades similares em que pretende atuar, maiores serão as chances de sucesso. A experiência e o estudo são fatores que auxiliam na definição do foco do negócio e na sua expansão ou crescimento. Por isso, é necessário refletir sobre o perfil do empreendedor.Dicas para abrir uma empresa em 2016:1 .Busque o equilíbrio entre emoção X razão2. Tenha conhecimento no ramo de atividade3. Pesquise o local de instalação4. Conheça a legislação5. Conheça o mercado6. Cuide das finanças7. Identifique se possui o perfil de empreendedor
Fonte: 7 dicas para abrir um negócio em 2016 - Empreendedor

Estudo aponta novas formas de consumo

Os dados se referem ao terceiro trimestre de 2015, em comparação ao mesmo período do ano passado
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Alta da inflação, do desemprego, da inadimplência e do dólar, e queda das vendas do varejo, da produção industrial, da projeção do PIB e da renda média da população. Apesar deste cenário, um estudo da Kantar Worldpanel, especializada em painéis de consumo, apontou que alguns tipos de empresas e setores conseguiram sustentar seu crescimento, produzindo novas formas de consumo.É o caso do atacarejo, que foi o único canal que contribuiu positivamente para o crescimento em volume, apresentando um aumento de 30,2% no faturamento,especialmente na região Leste e no Interior do Rio de Janeiro e na região Sul, ao contrário de todos os outros canais. Já os supermercados, por exemplo, diminuíram 3,7% em valor. Isso pode ser explicado em função de os atacarejos oferecerem melhor custo/benefício (pacotes de maior tamanho, na linha “mais por “menos”), visto que os lares estão cada vez mais em busca de ofertas e produtos promocionais. Todas as 20 categorias que mais cresceram aumentaram o seu percentual de promoções.Além disso, em momentos de crise, os lares primeiro deixam de priorizar gastos com viagens, imóveis e lazer, o que evita que os bens de consumo não duráveis sejam tão afetados. Porém, neste último trimestre até eles já sentiram o impacto.Ainda assim, a maioria das pessoas não abriu mão de adquirir produtos considerados “premium”. A nova tendência agora é um mesmo lar fazer compras em mais de um canal de vendas, obtendo coisas diferentes em cada um deles. No atacarejo, por exemplo, a maioria procura produtos sem diferenciais para economizar, enquanto que as aquisições feitas no hipermercado são de produtos mais caros e com mais benefícios. O mesmo lar tende a mesclar ambos para equilibrar o orçamento.“Também observamos que houve redução na frequência de compra. Com a crise e o dinheiro mais curto, as pessoas começaram a comprar para estocar, a ficar de olho nas promoções e a aumentar sua permanência nos pontos de venda, principalmente atacarejos e supermercados”, afirma Christine Pereira, Diretora Comercial da Kantar Worldpanel.Este comportamento, porém, varia de região para região. Os nordestinos se encaixam na descrição acima, pois foram cerca de 16 vezes no trimestre aos pontos de venda, gastaram cerca de R$ 53,56 por viagem e compraram cerca de 19 itens também por viagem. Já os paulistas vão mais aos pontos de venda e gastam menos a cada vez: foram 24 viagens, com gasto médio de R$ 33,35 e compra de 12 unidades de produtos por vez.Outro fenômeno é a volta do crescimento de produtos da cesta básica dentro dos lares brasileiros. As categorias que mais se destacaram neste terceiro trimestre foram as de linguiças, presuntos – apesar do alerta da OMS -, leite em pó, sorvete e cloro. Já as que tiverem procura diminuída foram as de iogurtes, refrigerantes, águas minerais, açúcares e leites pasteurizados. Segundo Christine, o crescimento de presuntos, linguiças e outros embutidos em geral, se deve principalmente pela substituição das proteínas nos lares como forma de reduzir o desembolso.Entre as cestas de consumo, as de higiene & beleza e limpeza foram as únicas a apresentar aumento no tíquete médio gasto (da ordem de 5% e 2%, respectivamente), enquanto a de alimentos caiu 1%. No que se refere ao volume médio por viagem ao ponto de venda, todas apresentaram retração: 8% na de alimentos, 4% na de bebidas e 1% tanto para higiene & beleza quanto para limpeza. Um fato curioso que aconteceu neste último trimestre foi a queda em valor na cesta de alimentos, o que nunca havia acontecido anteriormente.Mesmo com essa diminuição, observa-se que os consumidores estão buscando a saudabilidade nos produtos, porém sem deixar de lado o sabor, ou seja, querem produtos saudáveis e ao mesmo tempo, saborosos. Um exemplo disso é o crescimento das categorias leite de baixa lactose, azeite, pães e massas integrais.Entre os setores, um dos que mais sofre é o de calçados. Houve uma variação negativa de 14% no tíquete médio e de 7% no volume médio por viagem. Já o de comidas para pets cresceu 15% e 2%, respectivamente.Em resumo, percebe-se um novo cenário no comportamento dos consumidores, que estão com um bolso mais apertado, reduzindo a frequência de compra e por isso precisam se planejar mais e cada visita a um ponto de venda se tornou mais valiosa, sendo que o consumidor valoriza muito o tempo e o custo benefício em cada compra.
Fonte: Estudo aponta novas formas de consumo - Empreendedor

Inovação melhora desempenho de produtores rurais

Eles enxergaram que nem sempre é preciso aplicar ideias mirabolantes para se tornar mais competitivo
Agência Sebrae 06/01/2016

Quando se fala em inovação, a maioria das pessoas logo pensa em algo que só pode ser aplicado em grandes empresas e com alto investimento. Na contramão dessa ideia, produtores rurais mostram que a criatividade é capaz de tornar qualquer negócio mais competitivo e que a diferenciação de produtos pode vir até da tentativa de solucionar um problema.

Foi o que aconteceu há quatro anos com o Grupo Doce Retiro, que reúne 28 famílias do povoado de Vila Retiro, próximo a lhéus (BA). Para evitar que 70% das frutas que produziam fossem para o lixo por conta das altas temperaturas da região e das precárias condições de transporte, eles passaram a desidratar bananas, abacaxis, jenipapos, mangas, cupuaçus, dentre outras espécies. Com isso, ganharam mais tempo para vender e ainda agregaram valor ao produto.

As bananas, antes vendidas in natura ao preço de R$ 0,80, chegam a R$ 20 depois de desidratadas. Apesar da perda de peso durante o processo, causada pela evaporação de 70% da água, o negócio vale a pena. Por mês, eles produzem cerca de 200 quilos de frutas, que são vendidas na região. “Se produzíssemos mais, com certeza venderíamos, porque a procura é grande”, afirma o vice-presidente do Grupo Doce Retiro, Aílton Bevenuto. Orientados pelo Sebrae, a associação está trabalhando na ampliação da produção. “Em quatro anos, queremos chegar a pelo menos duas toneladas por mês”, avalia.

“O apoio à inovação é uma das prioridades do Sebrae. Oferecemos consultoria e capacitação para que as pequenas propriedades rurais possam desenvolver produtos diferenciados e serem mais competitivas e rentáveis”, afirma o gerente de Agronegócios do Sebrae, Enio Queijada, pontuando que que a instituição atende os segmentos de frutas, mel, peixes, cafés, carne, derivados de cana, flores, hortaliças, leite, mandioca, ovinos e caprinos.

Dono de uma produção de caju, o piauiense Josenilto Lacerda Vasconcelos investiu na certificação para diferenciar seu produto. Agora, seu estado contabiliza mais de 400 empresas de cajuína, mas somente a dele é orgânica. A ideia para essa inovação surgiu na participação do produtor no Projeto de Fruticultura do Piauí, capitaneado pelo Sebrae. Mais do que um selo, ele também desenvolveu uma fórmula especial que leva três espécies de caju e demora apenas seis horas para ficar pronta. O resultado, segundo ele, é um produto com cinco vezes mais vitamina C que a versão normal. Os 40 mil litros produzidos ao ano chegam aos 2,5 mil pontos de venda do Piauí por um valor 20% maior do que os concorrentes.

A certificação também foi o caminho encontrado por produtores de melão da região de Mossoró (RN) para conquistarem mais consumidores. Atualmente, 13 municípios da região contam com o selo de indicação geográfica (IG), concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual em parceria com o Sebrae a produtos de qualidade e origem comprovada.

Qualidade

De acordo com o produtor Francisco Vieira, a IG ajuda a manter os padrões de qualidade do produto e impede que outras pessoas utilizem o nome da região indevidamente. Dono da empresa Brazil Melon, Vieira produz 24 mil toneladas de melões a cada safra, que vai para o mercado brasileiro e países como Inglaterra, Holanda, Bélgica, França, Dinamarca, Alemanha, Irlanda, Islândia e Espanha. O Rio Grande do Norte responde por mais da metade da produção nacional dessa fruta, com 230 mil toneladas de melão colhidas anualmente.

Para conquistar o selo de indicação geográfica, associações de produtores ou entidades ligadas à produção recorrer ao INPI, que analisa o pedido a partir de diversas normas e procedimentos. O produto passa, inclusive, por um levantamento histórico-cultural para comprovar os diferenciais da região. O Sebrae acompanha todo o processo, com a realização de seminários e consultorias para a capacitação dos empresários envolvidos.

Fonte: Inovação melhora desempenho de produtores rurais - Empreendedor

9 tendências econômicas de crescimento até 2020

Men looking at globe
Os sobressaltos atuais observados na economia global indicam mudanças profundas e estruturais que definirão a agenda dos negócios no futuro, de maneira que nos próximos anos será possível esperar uma série de choques que redefinirão as opções que as empresas terão para se adaptar e crescer.Pensando nisso, a Bain & Company, uma das maiores consultorias de negócios do mundo, analisou as nove principais tendências de trilhões de dólares em torno das quais o crescimento global irá se estruturar até 2020.Confira:1) Descentralização da concentração de riquezas
A consultoria estima que o Produto Interno Bruto mundial atingirá o patamar de US$ 90 trilhões em 2020, dos quais 58% serão advindos dos países desenvolvidos, proporção inferior à observada atualmente, em que as economias desenvolvidas correspondem a dois terços do PIB mundial. A riqueza crescente das economias dos países emergentes trará mais variedade de produtos de consumo a um grande número de novos consumidores. Sua contribuição estimada ao PIB global em 2020 será de dez trilhões de dólares.2) Infraestrutura antiga, novos investimentos 
No caso dos países desenvolvidos, a infraestrutura essencial precisará ser reformada e ampliada. Frente a um cenário de finanças públicas sob pressão, haverá oportunidades crescentes para parcerias público-privadas. Nas economias emergentes, será necessário que a infraestrutura se desenvolva continuamente para acomodar o crescimento e definir as fundações da expansão futura. Sua contribuição estimada ao PIB global em 2020 será de um trilhão de dólares.3) Intensificação da disputa por recursos finitos
O crescimento da população, o aumento das atividades industriais, a urbanização e a elevação da prosperidade provocarão uma luta por produtos básicos, em particular por alimentos, água, energia e commodities industriais, hoje sob domínio das economias desenvolvidas. As empresas deverão continuar investindo no planejamento de cenários para se prepararem para os choques e para manterem a flexibilidade dos seus modelos de negócios. Duas consequências decorrem diretamente desse cenário:3) Militarização após industrializaçãoCom o poder econômico se movendo para a Ásia, os poderes político e militar também são movimentados. Na China, onde os gastos com defesa aumentaram nos últimos anos, em termos reais e como proporção do PIB, as despesas militares em 2010 atingiram o valor de 160 bilhões de dólares, um aumento de 6,7% em relação ao ano anterior, de acordo com os dados mais recentes disponíveis. Este investimento crescente está fazendo com que seus vizinhos respondam com mais investimentos em defesa, elevando o risco de conflitos nas rotas comerciais do Oceano Índico e do Mar da China Meridional. No curto prazo, o desenvolvimento militar apresentará oportunidades para vendas de armas dos fabricantes norte-americanos e europeus até que os países compradores possam aumentar a sua própria produção. Ao mesmo tempo, nações e empresas gastarão mais em medidas para enfrentar o risco crescente de terrorismo, ameaças de revoltas em zonas de conflito e o novo desafio da guerra cibernética. Sua contribuição estimada ao PIB global em 2020 é de um trilhão de dólares4) Aumento crescente da produção primáriaO crescimento da demanda em mais países por petróleo e gás natural, grãos e proteína, água potável e minérios provocará volatilidade nos preços e escassez momentânea de algumas destas commodities na próxima década. A volatilidade e a inflação dos preços das commodities aumentarão com o passar do tempo, pois além do aumento da demanda, esses insumos estão cada vez mais inter-relacionados. O investimento em medidas de conservação, fontes alternativas e tecnologia aumentará em algumas áreas, porém novas fontes de combustível fóssil devem reduzir os incentivos econômicos em energia alternativa. Sua contribuição estimada ao PIB global em 2020 é de três trilhões de dólares.5) Populações mais inteligentes e mais saudáveis
O maior estímulo para crescimento no longo prazo é o desenvolvimento do capital humano, que move a economia e que pode vencer restrições de recursos. O crescimento da maior parte das economias emergentes ultrapassa neste momento os investimentos em saúde e educação de suas populações, criando potenciais restrições ao crescimento, mas também oportunidades para preencher as lacunas existentes. Há duas tendências advindas dessa conjuntura:6) Desenvolvimento do Capital HumanoA enorme migração da população do campo para a cidade alterou a paisagem das economias de rápido crescimento, porém a infraestrutura social não melhorou na mesma velocidade. As ampliações do acesso à educação a um sistema de saúde básico e a uma rede de segurança social mais forte absorverão uma proporção muito maior de investimentos do que no passado. Sua contribuição estimada ao PIB global em 2020 é de dois trilhões de dólares.7) Manutenção da saúde dos mais ricosCom a população das economias desenvolvidas envelhecendo, surgirão mais e melhores tratamentos médicos, além de mudanças nos sistemas de pagamento para elevar a eficiência do gasto com saúde. Tudo isso estimulará, nos governos, a inovação e as reformas. Sua contribuição estimada ao PIB global em 2020 é de quatro trilhões de dólares.8) Uma nova onda de inovação tecnológica 
Já é possível observar inovações que alterarão a maneira como se vive e se trabalha nas economias mais desenvolvidas e que vão impulsionar a nova geração de empreendedores. Tecnologias, como as impressoras 3D, possibilitarão a produção de pequenas quantidades de produtos altamente personalizados, com custos cada vez menores. Melhorias contínuas nos sistemas de comunicação e nas tecnologias de rede darão mais mobilidade às pessoas. Estimuladas por tais inovações, as economias mais desenvolvidas poderão acelerar na direção de uma nova trajetória de desenvolvimento na próxima década. Cada vez mais, a inovação acontecerá de outras maneiras, além das tecnologias recentes, como o SnapChat e o Apple Watch, por exemplo. As empresas investirão mais em inovações sutis (“mudanças de hábito”), que demandam maior preço e uma grande variedade de produtos de nicho de mercado. Sua contribuição estimada ao PIB global em 2020 é de cinco trilhões de dólares.9) A preparação para a próxima grande novidade
As inovações tendem a acontecer em ondas, e cinco potenciais plataformas prometem florescer nos próximos dez anos: nanotecnologia, biotecnologia/genômica, inteligência artificial, robótica e conectividade onipresente. Em muitos casos, os desenvolvimentos das tecnologias vão se ajudar mutuamente. Os avanços em nanotecnologia, por exemplo, contribuirão para melhorar o potencial computacional necessário para novas descobertas em inteligência artificial. À medida que as tecnologias deixam de ser conceitos de pesquisa e protótipos e passam a ser utilizadas em produtos de consumo acessíveis e em novos processos de fabricação, elas melhorarão a eficiência de maneira decisiva e acelerarão o crescimento, o que acontecerá sobretudo no fim da década. Sua contribuição estimada ao PIB global em 2020 é de um trilhão de dólares.
Fonte: 9 tendências econômicas de crescimento até 2020 - Empreendedor

Franquias entram em negócios alheios para faturar mais

Lojas instaladas dentro de outras empresas são cada vez mais comuns no mercado de franquias
Sérgio Carvalho Júnior, da 5àSec, teve de lidar com ofensas feitas por um concorrente em um blog de bairro (Foto: Sergio Zacchi)
Depois de vários anos crescendo dois dígitos, o setor de franquias espera um crescimento nominal de 8% em 2015. Ainda sem dados oficiais, o segmento continua acima do PIB, mas já sente sinais de que é hora de maximizar ganhos. Uma das saídas escolhidas pelas redes é abrir mão do ponto comercial, instalando unidades franqueadas dentro de outros estabelecimentos.
É o caso da Pearson Brasil, dona das redes de escolas de idiomas Yázigi, Skill e Wizard, que criou um formato chamado Education Center, que funciona como uma unidade dentro de colégios.
Neste caso, o franqueado faz um acordo com o dono da escola e passa a usar o espaço para aulas de inglês, repassando parte da receita ao mantenedor do colégio. “É uma solução para este momento que estamos vivendo em nosso país e que tem potencial de expansão enorme”, diz Giovanni Giovannelli, presidente da Pearson Brasil.Em 2015, a rede abriu 60 novos centros do tipo no país, de um total de 160 novas franquias. Sérgio Arruda, franqueado da Yázigi, tem três franquias e mais três unidades neste formato. Dos 1700 alunos atendidos por suas franquias, 500 estão dentro dos próprios colégios. “Isso aumenta minha capacidade de captação de alunos que não estão dispostos a ir até a unidade para estudar. É uma maneira de irmos até o aluno”, diz Arruda.Comodidade é uma das vantagens destes novos formatos. Foi para oferecer um serviço mais fácil e ainda aumentar o faturamento que Gabriel Antonini, franqueado da 5àsec, instalou duas unidades dentro de supermercados.A rede oferece um formato chamado loja satélite para este tipo de ponto. O franqueado leva as peças para lavagem na unidade padrão, mas passa as roupas na loja dentro do mercado. “Essas lojas de supermercado têm uma clientela diferente, por ter um movimento mais constante. A pessoa aproveita que vai fazer compras e já faz esse tipo de serviço. O cliente quer ganhar tempo e pensamos em aproveitar esta unidade para facilitar a vida dele”, diz Antonini, dono de doze franquias da rede.Para Sergio de Souza Carvalho Jr, diretor de expansão e marketing da 5àSec, o valor de investimento reduzido é uma saída para expandir os negócios mesmo na crise. “A principal vantagem é que o franqueado consegue aumentar a captação de peças por um valor abaixo dos modelos de expansão tradicionais. Hoje, essas unidades satélite e de coleta são quase 10% da minha rede”, diz Carvalho. Para 2016, a ideia é crescer em 10% este formato.Diversificar para crescerAssim como Antonini e Arruda, mais franqueados devem escolher estes formatos alternativos para crescer em 2016. Neste ano, a economia brasileira deve continuar em recessão, com inflação e câmbio em alta, o que pode prejudicar o resultado das redes. Para André Friedheim, diretor de internacional da Associação Brasileira de Franchising (ABF), modelos de expansão mais baratos são opções interessantes. “É um formato super inteligente, para ganhos de escala. Geralmente, o franqueado se instala em operações sinérgicas, não concorrentes, que atendem um perfil de público semelhante e que um pode agregar faturamento para o outro”, explica.Para Claudia Bittencourt, fundadora do grupo Bittencourt, o aumento de receita costuma ser um fator decisivo neste tipo de investimento. “É algo bom para o momento que estamos vivendo, de oferecer o máximo de conveniência para o consumidor, e permitir que o franqueado explore outras oportunidades, ocupando mercado e aumentando receita”, diz Claudia.Um cuidado, no entanto, é manter o padrão da marca. “Tudo tem que ser feito sem perder o DNA da marca. Um negócio não pode atrapalhar o outro. É função do franqueador capacitar o franqueado para cuidar de dois negócios distintos”, diz Friedheim.
Fonte: Franquias entram em negócios alheios para faturar mais - PEGN

Turismo de lazer tem desempenho melhor que o de negócios em 2015

Demorou, mas a alta do dólar acabou pesando no bolso de que vinham lotando os aviões para destinos no exterior. Os gastos dos brasileiros lá fora sofreram nova queda, agora de 43,4% em relação a novembro de 2014, segundo o Banco Central. Levantamento com hotéis de lazer, de negócios e outras empresas do setor de turismo representados pela assessoria de comunicação B4T mostra altas ocupações em resorts e retração no turismo de negócios e eventos.Os hotéis Radisson Faria Lima (São Paulo), Radisson Alphaville e Comfort Suites Alphaville (Barueri), que recebem mais hóspedes de negócios, declaram ter sentido a crise, sobretudo no segundo semestre. “No primeiro semestre, tivemos excelentes resultados e conseguimos manter a previsão que havíamos feito. Porém, a partir de julho, o ano não foi o mesmo. As empresas e as demandas ficaram bem mais retraídas”, diz Danieli Pompeu, gerente de vendas do Radisson Faria Lima. Sua colega Mariana Fiore, que gerencia os dois empreendimentos de Alphaville, complementa: “As crises política e econômica deixam as empresas inseguras e, com isso, temos retração em nosso segmento. Não estamos prevendo crescimento para 2016, mas ao menos que a demanda se mantenha como em 2015”. Para o ano que vem, entretanto, a gerente confirma a continuidade de melhorias nos empreendimentos iniciadas este ano, como reforma de áreas comuns e de apartamentos.O Quality Resort Itupeva, mais conhecido por sua estrutura de eventos corporativos, vendo a demanda diminuir, investiu também no turismo de lazer. “As empresas estão mais cautelosas, reduziram a quantidade de dias para duração das reuniões e estão atuando fortemente na redução de preços. Este cenário nos preocupa muito pois, com a inflação, os custos aumentam e apertam as receitas”, afirma Michele Tavares, diretora de vendas do resort. No segundo semestre, porém, por conta do investimento na estrutura de lazer, o empreendimento registrou melhor ocupação nos feriados e finais de semana em relação ao primeiro semestre. Em dezembro de 2015, o Quality comemora 10 anos de operação, que serão marcados pelo recorde de ocupação no Natal e no Ano Novo. “Este fato é resultado da crise, que aqueceu ainda mais a demanda de lazer interna. Estamos há mais de dois meses com o pacote de Ano Novo esgotado”, confirma a executiva. A região onde o Quality Resort Itupeva está localizado tem sido chamada de “a Orlando Paulista”, pela facilidade de acesso (próximo da Rodovia dos Bandeirantes, a 40 minutos de São Paulo ou de Campinas e a 20 minutos do Aeroporto de Viracopos) e pelas opções de atividades como os parques Hopi Hari e Wet’n Wild e o centro de compras Outlet Premium. Michele também confirma investimentos para 2016, como ampliação de uma sala de eventos e uma obra para dobrar a capacidade do restaurante e da cozinha. “Queremos crescer 9% em 2016”, anuncia.No Mavsa Resort, localizado em Cesário Lange, a 90 minutos da capital paulista, e no Infinity Blue Resort & Spa, único resort de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, famosos pelas estruturas e programações de lazer, 2015 se encerra de maneira positiva apesar de tudo. “Em 2014, crescemos quase 60% em ocupação. Em 2015, esse crescimento foi de 85%. Todos os finais de semana do segundo semestre e feriados tiveram ocupação de 100%. Pela primeira vez, nosso pacote de Natal esgotou, algo que só acontecia com o pacote de Réveillon. Porém, o turismo de negócios não acompanhou esse crescimento”, disse Nilva Meireles, gerente comercial do Mavsa. Mas o resort paulista planeja, para 2016, dobrar a capacidade de seu Centro de Convenções, que passará a acomodar 2 mil pessoas, e aumentar em 50% o número de apartamentos, chegando a 150 unidades. A alegria é compartilhada por Alberto Cestrone, diretor geral do Infinity Blue. A ocupação do resort cresceu 6 pontos percentuais e a receita foi 21% maior em comparação a 2014. “Estamos avaliando a possibilidade de uma ampliação do nosso empreendimento a fim de atender a demanda e projetamos um crescimento de 10% em receitas para 2016”, afirma Cestrone.Outras quatro empresas do setor declararam ter tido um ano positivo, mas que poderia ter sido melhor. Willian Cavalcanti, sócio fundador da Machu Picchu Brasil, operadora de viagens especializada no Peru, confirma o primeiro semestre muito bom: “A partir do mês de setembro identificamos uma baixa maior, porém, conseguimos atingir um crescimento de 80% em receita de vendas no ano”. O executivo prevê crescimento menor em 2016, da ordem de 50%. “Esperamos que haja uma melhora econômica para estabilizar o valor do dólar. Assim, o consumidor deverá voltar a viajar com mais frequência para o exterior, especialmente para destinos mais próximos do Brasil, como o Peru”, confia Willian, que promete para 2016 uma nova plataforma de interação e vendas voltada apenas para o atendimento do viajante independente.A R1 é uma empresa que fornece equipamentos de áudio, vídeo e informática para eventos, especialmente em hotéis, onde mantém cerca de 25 postos de atendimentonos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pernambuco. O fundador, Raffaele Cecere, afirma: “Tivemos um faturamento 25% superior ao do ano passado, porém, se não fosse a crise, teria sido de 40%”. Para aumentar os serviços que oferece e, consequentemente, o faturamento, a empresa fez parcerias com uma empresa de tecnologia para a criação de softwares para os hotéis e com um fornecedor de cenografia em tecidos com tecnologia inovadora. “Em 2016 queremos chegar a 50 hotéis parceiros”, revela.Nos últimos 10 anos, a frota de veículos disponíveis no mercado de locação dobrou segundo a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis. Além disso, a procura por meios de transportes alternativos ganha destaque ano a ano, pois muitos viajantes preferem a liberdade e o conforto proporcionados pela locação de um carro de acordo com suas necessidades. Na análise de Francisco Millarch, CEO do Rentcars.com, principal site de comparação de preços para locação de automóveis da América Latina, o ano de 2015 foi desafiador, porém, de alto crescimento para a indústria de rent-a-car no Brasil.“De toda forma, a crise afetou um pouco o perfil de locação, mas muitos clientes apenas mudaram a categoria do veículo a ser locado, ou o destino de sua viagem, não deixando de realizar a transação na maioria dos casos”, conta o executivo. “Crescemos mais de 30% nas locações domésticas e 120% nas locações internacionais. Por isso, no próximo ano, pretendemos expandir nossa atuação de forma global, garantindo que, além dos brasileiros, mais estrangeiros também possam alugar veículos por meio de nossos canais”, planeja Millarch.Carolina Sass de Haro, da Mapie, empresa especializada em gestão estratégica de serviços, diz estar percebendo um foco dos clientes em projetos mais estratégicos, pois estão precisando priorizar seus investimentos. “O ano de 2015 foi difícil, apesar de termos realizado projetos bastante relevantes como o Nomaa Hotel e a Mercadoteca, em Curitiba, e de termos dado continuidade a projetos importantes na Accorhotels, InterCity Hotels, Rio Quente Resorts, entre outros”, comenta a executiva, que se declara otimista. “É preciso inovar na forma de fazer, trabalhar com foco e determinação e saber priorizar para fazer um 2016 próspero “, completa.
Fonte: Turismo de lazer tem desempenho melhor que o de negócios em 2015 - Empreendedor

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