Bruno Barreto afirma que computação em nuvem reduziu diferença entre as tecnologias à disposição de grandes corporações e pequenos negócios
Se durante muito tempo as pequenas e médias empresas (PMEs) sofreram para ter os mesmo recursos à disposição das grandes corporações, os avanços tecnológicos diminuíram essa distância em algumas áreas. Um exemplo são as soluções desenvolvidas pelo Google. Referência mundial em tecnologia da informação, a empresa oferece pacotes de soluções acessíveis para negócios de menor porte.
Quando uma micro ou pequena empresa trabalha com as soluções oferecidas pelo Google, ela tem a oportunidade de utilizar a mesma tecnologia que hoje é empregada em grandes multinacionais, afirma Bruno Barreto, gerente da equipe PME para América Latina da divisão Google for Work.
Empresas podem adquirir pacotes que contam com versões corporativas de Gmail, Google Drive e Google Vault
Foto: Yeamake / Shutterstock
“A computação em nuvem reduziu essa diferença de recursos que havia entre PMEs e grandes empresas. Nossa plataforma oferece um e-mail profissional com a qualidade e facilidade do Gmail, a liberdade para trabalhar de qualquer dispositivo, ferramentas que aumentam produtividade e colaboração com controle e segurança dos seus dados”, afirma o gerente do Google.
E-mail corporativo de grife
A grande vantagem dos pacotes oferecidos pelo Google para pequenas empresas é a possibilidade que eles abrem para que negócios de baixo porte tenham acesso a versões corporativas de ferramentas de ponta, como Gmail e Google Drive.
No caso dos e-mails, a empresa pode criar contas com o seu próprio domínio dentro da famosa plataforma do Google, desfrutando de todos os recursos disponíveis e de um dispositivo adicional de segurança. “Além da senha, o usuário recebe um token de autenticação. E o e-mail tem integração com outros recursos, como o Hangout, que possibilita que você veja seus contatos online e até compartilhe a tela com ele”, explica Cláudio Santos, proprietário da Santo Digital, empresa parceira do Google no Brasil.
Já o Google Drive – que permite que a empresa crie e armazene em nuvem documentos como PDFs, planilhas e slides, e os acesse de qualquer plataforma móvel – também ganha funcionalidades exclusivas na versão para PMEs. “A versão corporativa possibilita que outras pessoas editem um documento junto com você, ao mesmo tempo. Também conta com um histórico de revisão, sendo possível recuperar alterações que você fez ao longo do dia”, explica Santos.
Para completar, o pacote para PMEs oferece uma ferramenta que não está disponível gratuitamente para o usuário comum. O Google Vault faz backup online de todos os arquivos da empresa, dispensando o uso de um servidor interno para isso. “O backup tradicional é feito apena uma vez por dia, e é possível que você perca coisas importantes entre uma janela e outra. Já o Vault faz isso de forma instantânea, eliminando este risco. Além disso, os documentos ficam sob a guarda do Google, o que é uma garantia a mais”, afirma o proprietário da Santo Digital.
Diferentes pacotes
Todos estes recursos são oferecidos em dois pacotes diferentes. A principal diferença entre eles é o limite de armazenamento. O Google Apps for Work oferece 30Gb de espaço a um custo de US$ 50 por ano para cada usuário da empresa, enquanto o Drive for Work tem capacidade ilimitada e sai por US$ 96 anuais por pessoa.
“Muitos profissionais já usam produtos Google fora do trabalho e se tornam mais produtivos ao adotarem nossas soluções no ambiente corporativo. Além disso, novas funcionalidades são adicionadas a cada semana sem requerer nenhum tipo instalação ou atualização de software”, encerra Bruno Barreto.
A Microsoft fez versões do Word, Excel e PowerPoint para o Windows 10 repensadas para o toque, que terão limitações diferentes de acordo com o dispositivo.
Especialista trabalha na maior plataforma editorial que cobre a expansão da nova economia
Se você ainda não ouviu falar, cedo ou tarde vai se deparar com algum profissional ou empresa que atua na economia criativa. O conceito envolve a produção de bens ou de serviços baseada na criatividade e no capital intelectual e tem mostrado forte apelo sustentável.Entre os segmentos envolvidos com as atividades criativas estão arquitetura e urbanismo, design, música, software, moda e gastronomia.Internet das coisas, zopp e cauda longa são alguns dos termos usados com frequência por quem lida com a economia criativa. E para quem pretende ficar por dentro do significado do conceito, uma boa fonte de consulta é o site do Projeto Draft, maior plataforma editorial que cobre a expansão da nova economia brasileira. Ele reúne vários verbetes e informações sobre o assunto.Negócios & Cia entrevistou o publisher do Projeto Draft, Adriano Silva, que esteve em Joinville no dia 30 de junho para participar do Fórum de Inovação da Sustentare Escola de Negócios.Para Silva, na nova economia, quesitos como idade e localização geográfica não representam mais nada. Há “velhos” de 20 anos e “jovens” de 70, afirma. O profissional pode estar no seu home office em Joinville e fazer negócios com o Leste Europeu sem sair de casa. O que está mudando é o jeito de pensar, constata o especialista.CEO da empresa The Factory, de projetos editoriais em cocriação, Silva também trabalhou em grandes veículos da imprensa brasileira e escreveu quatro livros: Homem sem Nome, E Agora, o que é que eu Faço?, O Executivo Sincero e Tudo o que eu Aprendi Sobre o Mundo dos Negócios. Confira os principais trechos da entrevista:CRIATIVIDADE
– Criatividade é a arte de enxergar o que não está evidente, de reinventar o jeito de olhar, de divergir do olhar geral da manada. É preciso ter coragem para romper com o senso comum, para recusar o clichê. Ser criativo é sair da zona de conforto e tirar os outros da zona de conforto também. A criatividade, em negócios, é passar a gostar das novas ideias, do que nunca foi testado, em vez de ficar sempre perguntando, diante de uma nova proposição, “mas onde isso já foi testado? Alguém já fez?” Criatividade é trocar o espelho retrovisor pelo binóculo.NOVA ECONOMIA– A nova economia revoluciona uma série de conceitos clássicos do mundo dos negócios. Estamos falando de uma transição da economia industrial para uma economia pós-industrial, em que a oposição entre o centro e a periferia deixam de fazer sentido e a sociedade passa a se organizar em rede. Em que o compartilhamento, a economia colaborativa passam a fazer sentido, ao lado da competição. Em que quesitos como idade e localização geográfica não representam mais nada – há “velhos” de 20 anos e “jovens” de 70, você pode estar no seu home office em Joinville e fazer negócios com o Leste Europeu – literalmente sem sair de casa. O que está mudando, sobretudo, é o jeito de pensar.MENTE ABERTA– Penso que o espírito hacker é uma contribuição maravilhosa dessa nova geração de empreendedores ao mundo dos negócios. Hackear é buscar sempre fazer mais rápido, mais barato, de modo mais conveniente. Os hackers sabem que nada está pronto. Tudo está em movimento, em eterna transformação – e o sucesso passado, a tradição, não garante nada em relação ao futuro. O sujeito que trouxe a última mudança bem-sucedida, que mudou o mercado, pode tranquilamente ser a vítima da próxima mudança. O espírito hacker nos permite estar com a mente aberta e alerta para mudarmos juntos com o ambiente de negócios e para provocarmos essas mudanças que podem acontecer em nossa empresa ou em nossa carreira ou em nossa vida. A ideia de que sempre dá para fazer melhor é poderosa.SECRETARIA DE ECONOMIA CRIATIVA– Eu me pergunto por que a Secretaria de Economia Criativa está inserida no Ministério da Cultura e não em algum ministério ligado à economia e negócios? Parece que o governo ainda não se deu conta do potencial econômico da economia criativa. Não estamos falando de arte aqui – estamos falando de negócios, de business, de capitalismo. O Brasil precisa se tornar um país mais afeito ao empreendedorismo, menos hostil à iniciativa privada. Enquanto empresários forem vistos como exploradores e vilões, estaremos vivendo ainda no século 19 e não no século 21.EMPREENDEDORISMO– O Brasil vive um momento muito rico, que é a chegada à idade adulta e ao mercado de uma geração que não sonha com um emprego, mas sonha em fundar uma empresa. A minha geração rompeu com o sonho do barnabé pelo sonho do trabalho executivo. Essa nova geração está trocando o sonho do mundo corporativo pelo sonho do empreendimento. Isso é muito positivo.— Ao mesmo tempo em que temos essa constelação de empreendedores e de boas ideias em busca de execução, nunca houve tanto capital em busca de boas ideias de negócio, disposto a correr algum risco. Apesar de institucionalmente o País ainda ser um ambiente de negócios canhestro, que muito atrapalha e pouco ajuda os empreendedores, essa geração maker está indo à luta e mostrando que o governo, o Estado e o arcabouço legal, jurídico, contábil, fiscal e tributário no Brasil, que é uma vergonha, é apenas mais um obstáculo a ser superado. Empreender, no fim do dia, é isso: superar obstáculos.COMO EVOLUIR– Realize. Comece hoje. Faça o que você pode, com aquilo que você tem. Apresse-se devagar. Dê o primeiro passo. E não pare de caminhar. Construa uma ponte entre o que você quer fazer, o que você deseja oferecer ao mercado e aquilo que o mercado está demandando, aquilo que as pessoas estão dispostas a comprar. Atue numa escala suficientemente pequena para poder errar, aprender, corrigir e ir em frente. Não deixe nunca de inovar. Ouça o que a sua voz interna está lhe dizendo. Trabalhe com um propósito. Encontre a sua missão na vida. Defina o legado que você quer erigir e construa sua obra.
Com atuação na Ajorpeme e Sustentare, Eduardo Borba faz parte da economia criativa
Para Borba, Joinville tem ótimo ecossistema de inovação, falta unir os atoresFoto: Divulgação
O coordenador da pós-graduação em inovação da Sustentare Escola de Negócios, consultor e diretor de inovação da Ajorpeme, Eduardo Marques Borba, é um exemplo de empreendedor ligado à economia criativa.Ele fundou o Instituto Mobi, empreendimento que difunde o conceito da inovação natural, tratado em detalhes no livro de mesmo nome que será lançado no mês de agosto. Os interessados podem fazer a pré-reserva do livro pelo sitewww.inovacaonatural.comO especialista define inovação natural como um conceito pós-industrial de gestão em que o ser humano é o centro dos negócios. Um conceito que transforma empresas em causas. Para ele, a inovação é o resultado que a economia criativa proporciona, e deixou de ser opcional, virou prioridade para sobrevivência e competitividade organizacional.O perfil do empreendedor, diz Borba, precisa ser atualizado para melhorar o desempenho das empresas, ou seja, ele deve se transformar em “empreinovador”. Em relação a Joinville, o especialista afirma que a cidade tem todos os atores de um “ótimo ecossistema de inovação para se tornar um Vale do Silício”, mas ainda precisa unir estes atores.
Maior fabricante de computadores dos Brasil, a paranaense Positivo vai responder a processo por conduta anticompetitiva, instaurado nesta quinta, 23/7, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, CADE. O processo tem por base indícios de formação de cartel apurados entre 2008 e 2012 na venda de desktops, notebooks, lousas interativas, projetores e acessórios de informática.O CADE diz existirem “indícios robustos de cartel em licitações destinadas à aquisição de equipamentos e materiais de informática”, esquema identificado pelo Ministério Público de Santa Catarina em vendas naquele estado e no Rio Grande do Sul. Para o órgão antitruste, a política da fabricante de mapeamento e reserva de oportunidades “veio a se tornar um mecanismo ilícito de coordenação entre a Positivo e alguns de seus revendedores”.Respondem com a Positivo nove revendedores – além de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, empresas do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul – e 18 pessoas físicas, sócios, diretores e gerentes das envolvidas. Segundo o CADE, era um típico cartel em que o distribuidor/fabricante funciona como ponto focal para o compartilhamento de informações comercialmente sensíveis com as empresas responsáveis pelas vendas finais do produto:“A Positivo centralizaria informações sobre, por exemplo, a participação em licitações, e as disseminava de forma, por exemplo, a indicar para a revendedora ‘reservada’ que outra empresa demonstrou interesse na licitação, ou vice versa, ou seja, dizendo para uma revendedora que não fez a ‘reserva’ quem seria a empresa designada para aquele certame. Além disso, há indícios de que a Positivo apontava que determinado revendedor não deveria participar ou deveria desistir da licitação, por já estar ela reservada para outro revendedor.”Depoimentos e grampos telefônicos sustentam que “representantes da Positivo, juntamente com parte de sua rede de revendedores, passaram a privilegiar determinadas empresas em processos licitatórios em detrimento de outras empresas potencialmente concorrentes” – também revendedores. Esses, se disputassem à revelia da orientação, “não poderia fornecer o referido produto em função de descredenciamento e recusa de venda pela empresa Positivo”.Ainda para o CADE, “a Positivo defende a legalidade de tal política, por considerar não haver qualquer irregularidade na escolha do revendedor Positivo que irá disputar a venda para determinado cliente. Entretanto, aparentemente não havia transparência para os compradores de produtos de informática de que não haveria concorrência entre revendedores de produtos produzidos/distribuídos pela empresa Positivo”. O Portal Convergência Digital procurou a Positivo Informática. A empresa encaminhou um comunicado: A Positivo Informática tomou conhecimento do processo na data de hoje e está se inteirando dos fatos. A empresa irá se manifestar oportunamente no processo em questão.
Representado
Empresa
Angélica Scapinello
Funcionária da S&V;
Representante da S&V e MS em várias licitações
Caleb Gerson Kieling
Sócio da Caleb Ltda.
Claudir Frigeri
Sócio da Somaq
Lindacir Salete Faccio Giaretta
Sócia da Líder
Luciano Oscar Schmidt
Sócio da Proxyline
Marcelo Rodrigues de Gouveia
Funcionário da S&V;
Representante da S&V e MS em várias licitações
Márcia Helena Jabuonski Siepko
Sócia da MS
Paulo Roberto Marchine
Gerente nacional de vendas – canais indiretos da Positivo
Pedro Frigulha
Sócio da Líder
Rodrigo Benetti Dolatto
Gerente comercial da Positivo
Rodrigo César de Faria Correa
Sócio da I9
Samuel Prado
Sócio da MULTICOMP
Sérgio Francisco Siepko
Sócio da S&V , sendo responsável pela área administrativa, financeira e compras
Solange Maria Ody Ficcagna
Sócia da MS
Vicente Borges Soares
Diretor comercial da Positivo
Volmir Ficcagna
Sócio da S&V , sendo responsável pela parte comercial, pelas filiais e eventualmente pela parte financeira e administrativa
Waldelei Schmidt
Sócio da empresa S&V , sendo responsável pela parte comercial, pelas filiais e eventualmente pela parte financeira e administrativa
Wilson Donizette Inácio
Sócio da Engeáudio
Fonte: Luís Osvaldo Grossmann ... 23/07/2015 ... Convergência Digital
A Campus Party Recife reunirá conteúdos sobre tecnologia, inovação, criatividade, ciência, empreendedorismo e entretenimento digital, apresentado em seis palcos (Terra, Júpiter, Marte, Lua, Saturno e Vênus), montados no Centro de Convenções de Pernambuco; O tema será o mesmo da edição nacional, ocorrida em fevereiro, na cidade de São Paulo, que fez uma homenagem aos 150 anos do livro Da Terra à Lua, do escritor Julio Verne; O palco Lua será o espaço para os temas relacionados ao empreendedorismo e estará sob a coordenação do Sebrae.Agência Sebrae - Uma ideia na cabeça pode ser o ponto inicial de uma empresa. Mas é preciso muito mais para que ela se torne um negócio de sucesso. Pensando nisso, o Sebrae participa pela quarta vez da Campus Party Recife, que será realizada de 23 a 26 de julho, na capital pernambucana. A intenção é levar capacitação e visão empreendedora aos mais de 3 mil jovens inovadores que participarão de mais de 300 horas de atividades.“Antes de abrir o próprio negócio, o empreendedor precisa se qualificar e buscar compreender o mercado e as necessidades dos consumidores. Para isso, oferecemos um extenso cardápio de cursos, oficinas e consultorias, muitos deles gratuitos, e mantemos projetos voltados ao empreendedorismo digital em vários estados, nos quais incentivamos e monitoramos mais de 800 startups em todas as etapas do negócio”, explica o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.Ele ressalta que a instituição disponibiliza ferramentas e consultorias tanto no momento de testar e validar a ideia do negócio e formalizar os empreendimentos quanto no momento de colocar a empresa para funcionar, com gerenciamento e controle dos recursos humanos, materiais e financeiros da empresa.A Campus Party Recife reunirá conteúdos sobre tecnologia, inovação, criatividade, ciência, empreendedorismo e entretenimento digital, apresentado em seis palcos (Terra, Júpiter, Marte, Lua, Saturno e Vênus), montados no Centro de Convenções de Pernambuco. O tema será o mesmo da edição nacional, ocorrida em fevereiro, na cidade de São Paulo, que fez uma homenagem aos 150 anos do livro Da Terra à Lua, do escritor Julio Verne. O palco Lua será o espaço para os temas relacionados ao empreendedorismo e estará sob a coordenação do Sebrae.Pelo terceiro ano consecutivo, a instituição participa da iniciativa Startups & Markers Camp, composta pelo projeto Startup 360. A ideia é abrigar 50 empresas em um dos espaços da Campus Party, para que possam apresentar seus serviços e produtos, fazer contatos e encontrar parceiros e financiadores. Essas empresas, que atuam em vários segmentos, passaram por uma curadoria que levou em consideração o potencial de mercado, as capacidades de seus empreendedores e o modelo de negócio. Cinco delas também serão escolhidas para se aprimorarem durante o evento, a partir da mentoria de profissionais experientes.Quem tem uma ideia na cabeça também poderá desenvolvê-la durante o evento, na Maratona de Negócios, que terá cinco temas: Empreendimento Social, Economia Criativa, Educação, Tecnologia/Cultura Digital e Cidades Inteligentes. Cada um dos temas poderá ter até 25 propostas para validação e desenvolvimento. Cinco escolhidos de cada categoria apresentarão seu modelo de negócio a uma banca e o vencedor recebe uma bolsa para o curso Empretec, e outros prêmios.ALIOs campuseiros também terão o apoio de 20 Agentes Locais de Inovação (ALI) para começar a colocar suas ideias em prática, com o Business Model Canvas, uma ferramenta de planejamento estratégico, que permite desenvolver e esboçar modelos de negócio novos, ou existentes, a partir de um mapa visual que reúne a proposta de valor da empresa, o segmento de clientes, os canais de recebimento do produto ou serviço; o relacionamento com os clientes; as atividades, recursos e parcerias necessárias para o funcionamento da empresa; as fontes de receita e a estrutura de custos.
Por: Arthur RosaComerciantes e credenciadoras de cartões estão em lados opostos nos tribunais para discutir quem deve suportar os prejuízos gerados por fraudes no comércio eletrônico. Apesar de constar nos contratos que a conta deve ficar com os lojistas, tribunais estaduais têm entendido que as credenciadoras, que autorizam as vendas, não podem se furtar de assumir os riscos inerentes ao negócio.O grande volume de compras não reconhecidas é um dos principais motivos para o fechamento de lojas on-line no país. Só em 2014 foram R$ 500 milhões em prejuízos, de acordo com estimativa da Serasa Experian.Em recente decisão, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve sentença que considerou abusivas cláusulas contratuais e condenou a Redecard (atual Rede) a pagar R$ 53,7 mil a um lojista, referentes a compras não reconhecidas por um titular de cartão.O relator do caso na 11ª Câmara Extraordinária de Direito Privado, desembargador Felipe Ferreira, considerou que as vendas foram autorizadas e não havia justificativa para serem recusadas pelo lojista. “A recorrente [Redecard] não nega ter autorizado a venda, de modo que se mostra incabível a posterior recusa de pagamento e a tentativa de classificar a conduta da comerciante como desidiosa”, diz o magistrado no acórdão.Em sua defesa, a Redecard alegou que a loja tinha condições de evitar as transações irregulares. E deveria ter desconfiado de um aumento abrupto de faturamento. As compras, de quase R$ 60 mil, foram realizadas por uma única pessoa, em um curto espaço de tempo.A credenciadora argumentou ainda que as cláusulas sobre o chamado “chargeback” – procedimento adotado quando uma compra não é reconhecida pelo titular – foram estabelecidas para a proteção do mercado de cartões.Porém, para o desembargador Francisco Giaquinto, relator de um outro processo, julgado pela 13ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, deve ser aplicado a esses casos a teoria do risco da atividade, prevista no artigo 927 do Código Civil. “Ao prestarem serviços auferindo lucros e vantagens, os fornecedores assumem o risco inerente à sua atividade”, afirma o magistrado na decisão, que negou provimento a recurso da Cielo.Para a advogada Elisa Mombelli, especialista em direito digital e sócia do Assis e Mendes, a conta deve ficar mesmo com as credenciadoras. “As atividades de concessão de crédito e de processamento de pagamentos são de risco. Portanto, os riscos envolvidos nessas operações devem ser assumidos por quem autoriza as transações, e não pelos lojistas”, diz.Há também precedentes a favor das credenciadoras. Decisões que determinam simplesmente o cumprimento dos contratos ou que levaram em consideração o fato de os lojistas terem sido negligentes, autorizando vendas com cadastros incompletos ou sem checar dados fornecidos por compradores.Em um dos casos, a 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) considerou que, mesmo diante de forte suspeita de ocorrência de fraude, o lojista “ainda assim optou por concretizar as vendas, ou seja, assumiu o risco, pois o fato de ter informado à demandada [Cielo] sobre sua suspeita, por si só, não a exime do cumprimento contratual”.“A tese das credenciadoras é exatamente essa, de que a averiguação das informações transmitidas no ambiente virtual do estabelecimento comercial deve ser feita pelo próprio lojista”, afirma o advogado Adriano Boschi Melo, do escritório Pires & Gonçalves Advogados Associados, que representa a Cielo.Por nota, a Cielo esclareceu que “segue as regras determinadas pelas bandeiras – responsáveis pela organização e pelo estabelecimento das normas que regem as operações dos participantes da indústria de meios de pagamento no mundo”. E que “investe constantemente e cada vez mais em inovação e tecnologia”.Já a Rede informou que “o mercado de credenciamento de lojistas para o recebimento de cartões é regulado por leis, contratos e normas das bandeiras”. E que “o estabelecimento é responsável pelo não reconhecimento de compras com cartões realizadas em seu site. É importante destacar que essa condição consta do contrato e é de conhecimento do lojista”.
Qual é o seu objetivo? Quer trabalhar na Amazon? Apple? Ou montar seu próprio negócio
Com em torno de 13 mil escolas de pós-graduação de negócios em todo o mundo, o MBA tornou-se claramente uma mercadoria. Então como você faz para escolher o melhor curso? Qual a diferença entre as instituições classificadas em sexta e sétima posição nos rankings da The Economist, Businessweek ou Financial Times? Quais as universidades preferidas dos recrutadores?A fim de resolver essas dúvidas, o jornal The New York Times entrevistou recrutadores das empresas mais desejadas para se trabalhar para descobrir quais são as melhores empresas para cada setor e objetivo de carreira.Veja as oito instituições de ensino citadas:Se você quer: trabalhar na Amazon
Instituição: Ross School of Business (Universidade de Michigan)
A empresa contrata regularmente mais pessoas das 10 melhores escolas de negócios do que as grandes empresas de Wall Street. E sua demanda está crescendo: em 2014, a Amazon contratou 40% mais de MBAs do que em 2013.O grande destaque vai para a Ross School of Business. O gigante do e-commerce contratou 27 alunos de Michigan no ano passado e 37 nos dois anos anteriores. Segundo o e vice-presidente da Amazon Marketplace, Peter Faricy, formado em Ross em 1995, que enquanto os graduados Ross tem traços comuns à maioria dos MBAs, como capacidade analítica e habilidades de resolução de problemas, algumas ofertas relacionadas ao currículo são particularmente adequadas para a empresa.O curso, por exemplo, leva os alunos a campo para resolver um problema de uma empresa patrocinadora. No ano passado, a Amazon foi usada como case para três grupos.Se você quiser: trabalhar na McKinsey & Company
Instituição: Kellogg School of Management (Northwestern)
Conseguir uma vaga na concorrida empresa de consultoria McKinsey é algo bem difícil, mas os graduados na Kellogg School of Management já estão um passo à frente. No ano passado, 35% dos contratados eram da instituição, contra 23% de Harvard e 16% de Stanford. Ao longo dos últimos cinco anos, 215 graduados da Kellogg passaram pela McKinsey & Company.Elizabeth Ziegler, diretora associado de programas de MBA na Kellogg e ex-sócia da McKinsey, diz que as empresas de consultoria olhar para duas coisas específicas dos graduados: um dom natural para a construção de relações de confiança e habilidades para resolver problemas.Se você quer: trabalhar na Apple
Instituição: Fuqua School of Business (Duke)
O Vale do Silício não é repleto de empresários com diploma de MBA, afinal de contas, não é preciso um diploma de pós-graduação para ter uma brilhante ideia na sua garagem. O fundador da Apple, Steve Jobs, por exemplo, não terminou a faculdade e era conhecido por desprezar consultores de gestão e investimentos.No entanto, a empresa, que uma vez foi símbolo da contracultura tecnológica, passou por uma revolução. Dois dos 10 principais executivos da Apple vêm de Fuqua School of Business: o CEO, Tim Cook, e o vice-presidente sênior de operações, Jeff Williams.Além disso, a empresa contratou 32 graduados Fuqua ao longo dos últimos cinco anos, além de fornecer 42 estágios para estudantes de Duke.Se você quer: trabalhar na Procter & Gamble
Instituição: Kelley School of Business (Universidade de Indiana)
Se quem faz MBA pensa em trabalhar empresas de consultoria, gigantes da tecnologia ou private equity, os alunos da Kelley podem encontrar no futuro uma vaga na centenária Procter & Gamble.A P&G e a universidade têm uma forte ligação. A escola é a maior fonte de gerentes de marca: 172 pessoas; um deles é o GBO (Global Brand Officer) da marca, Marc S. Pritchard.A conexão entre as duas começou quando a empresa formou um projeto de pesquisa conjunta com o Dr. Joseph Mühler na Universidade de Indiana para desenvolver e testar uma nova pasta de dentes com flúor.Se você quer: abrir a sua própria empresa
Instituição: Harvard Business School
Os recursos que a Harvard tem dedicado às suas ofertas empresariais nos últimos anos estão começando a mostrar resultados reais. A escola oferece 33 cursos de graduação de nível de empreendedorismo, com o segundo maior número de professores dedicados a finanças.Mas seu esforço vai muito além da sala de aula. A universidade faz competições anuais para premiar New Ventures e auxilia os graduados que estão buscando novos empreendimentos com reduções de empréstimo de US$ 10 mil a US$ 20 mil. Só no ano passado, 21 estudantes empreendedores receberam mais de US$ 325 mil por meio do programa.Se você quer: trabalhar em Private Equity
Instituição: Stanford Graduate School of Business
As empresas de private equity têm os trabalhos mais lucrativos para MBAs, mas ainda assim, as vagas são concorridas. Enquanto as escolas da Costa Leste pareçam uma escolha óbvia, dada a sua proximidade com Wall Street, o private equity não está vinculado a Nova York na forma de banco de investimento.Por contra disso, a Universidade de Stanford conseguiu se destacar na área. O sucesso dos seus diplomados em empregos cobiçados de private equity provou que a instituição é mais do que apenas um campo de recrutamento para a indústria de tecnologia da Califórnia.Em 2014, Stanford colocou 12% dos seus diplomados em trabalhos de private equity, uma porcentagem maior do que Wharton da Universidade da Pensilvânia (8,5%), Booth, da Universidade de Chicago (5,1%) e Columbia (2,4%), ficando atrás somente de Harvard (13%).Segundo Madhav V. Rajan, o reitor em exercício, a longa herança de Stanford em ensinar aos estudantes como dimensionar empresas pequenas e de crescimento rápido se encaixa perfeitamente com seus demais cursos de finanças analíticos para preparar os estudantes para o setor.Se você quer: trabalhar com artigos de luxo
Instituição: HEC Paris
A HEC Paris não é apenas sobre luxo. No ano passado, o The Economist classificou a instituição como a melhor escola de negócios superior da Europa e a quarta melhor do mundo.Sua proximidade com Paris é claramente crucial. Os alunos têm a oportunidade de visitar lojas, oficinas e sede dos ícones de luxo, incluindo a gigante Kering, proprietária das marcas Alexander McQueen, Balenciaga, Brioni, Gucci e Puma, além de Cartier, Chanel e Hermès.O programa sobre o setor de luxo é restrito a apenas 50 alunos por ano, e os 50 encontram postos de trabalho em algumas das maiores marcas. Os principais executivos da Kering, Balenciaga, L'Oréal e Louis Vuitton estudaram lá.Se você quer: ter educação global
Instituição: Yale School of Management
Edward A. Snyder está reinventando a escola de negócios da Universidade de Yale. Logo após sua chegada como reitor em 2011, a escola criou a Rede Global de Gestão Avançada, que gerou uma adesão impressionante de 27 escolas dos cinco continentes, incluindo nomes bem conhecidos, como a INSEAD e London School of Economics.O consórcio tem produzido estudos de caso e do corpo docente conjunta, e criou cursos online disponíveis apenas para alunos de escolas da rede. Os alunos também têm a oportunidade de prosseguir estudos em outras escolas parceiras.Desde a sua criação em 1976, a Escola de Administração de Yale tem insistido em que empresas, governos e líderes precisam entender melhor um ao outro. Dr. Snyder deixa claro: “Não estamos abandonando a missão de longa data da escola. Sustentabilidade ambiental, por exemplo, não vai ser resolvido pelo governo, mercado ou por organizações sem fins lucrativos. Estamos continuando dentro do quadro, mas um pouco mais moderno e mais global”.Se você quer: mudar o mundo
Instituição: Presidio Graduate School
A escola mais jovem na lista, Presidio, tem apenas 12 anos e foi criada por um advogado e um ex-executivo de publicidade que acreditavam que as escolas não estavam produzindo o tipo de diplomados socialmente conscientes que o mundo precisa.Os seus graduados fundam empresas voltadas para a sustentabilidade, como a Muir Data Systems (gerenciamento de dados para a indústria de turbinas eólicas) e Mission Motors (sistemas de veículos elétricos).